On ne le dira jamais assez, les voies de la politique au Maroc sont impénétrables. Les alliances se font et se défont au gré de ce que la conjoncture dicte comme opportunité liée à un besoin immédiat. Cela a toujours été le cas depuis au moins une quinzaine d'années pour ne pas diaboliser les coalitions actuelles. Dressons le tableau : d'un bout à l'autre du spectre partisan, les rapprochements obéissent peu ou prou aux affinités idéologiques ou à des systèmes de valeurs politiques et socio-économiques fédérateurs. Certes, comme on le crie sur tous les toits, «c'est la fin des idéologies».
Mais il y a toujours un minimum de critères qui doivent être présents dans tout projet politique commun. Aujourd'hui, il y a deux forces politiques majeures qui peuvent encore être renforcées en s'ouvrant à d'autres formations. La dernière en date est la coalition pour la démocratie formée de huit partis politiques. Il s'agit du PAM, du RNI, du MP, de l'UC, du Parti travailliste, du Parti socialiste, du Parti de la gauche verte et du Parti de la renaissance et la vertu, issu d'une scission avec le PJD. La création de ce pôle, annoncée il y a deux semaines, a jeté une pierre dans la mare. Plusieurs responsables de grands partis n'ont pas hésité à fustiger une telle alliance qu'ils ont qualifiée de contre-nature. Mais face à une Koutla (Istiqlal, USFP, PPS) qui a longtemps hésité avant d'annoncer sa résurrection via deux communiqués laconiques, le groupe des huit parait plus déterminé. Tambour battant, la coalition démocratique a pris tout le monde au dépourvu en communicant devant la presse, jeudi dernier, sur son programme commun.
C'est du concret quand bien même peut-on être critique vis-à-vis de sa teneur. La coalition a damé le pion aussi à la Koutla qui examine toujours une plateforme programmatique commune aux trois partis. Parallèlement à ces deux pôles politiques, il y a la gauche qui essaie tant bien que mal de resserrer ses rangs ou du moins à se retrouver autour de certains principes fédérateurs. Trois formations, à savoir l'USFP, le PPS et le FFD, n'ont pas renoncé à la coordination qu'elles avaient espéré élargir au Parti socialiste et au Parti de la gauche verte, deux formations qui se retrouvent désormais au sein de la coalition des huit. Aujourd'hui que le calendrier électoral est fixé par décret au dernier conseil de gouvernement, les partis ont de la visibilité. Le vendredi 25 novembre prochain est ainsi maintenu comme jour du scrutin, tandis que la campagne électorale débutera le 12 et prendra fin au 24 du même mois.
Il reste donc une vingtaine de jours aux partis politiques pour boucler plusieurs dossiers à la fois : les candidatures, les programmes et les éventuelles coordinations dans les circonscriptions difficiles. Le groupe des huit peut particulièrement rafler la mise s'il arrive à éviter les tacles qui peuvent naître de la course aux sièges. En orbite de tout ce magma politique se trouve le PJD. Un électron libre qui peut faire basculer la balance d'un côté comme de l'autre. A plus forte raison que les portes ne lui sont plus fermées comme avant. Dans son communiqué, la Koutla a bien signifié qu'elle reste ouverte à toute formation dans le cadre de la coordination. Idem pour la coalition démocratique qui refuse d'être cantonnée aux huit partis qui en constituent l'ossature. S'ajoute à cela le fait que l'Istiqlal et le PJD se prévalent du même référentiel islamique, un argument de force en faveur de leur rapprochement.
Par Mostafa Bentak | LE MATIN
--- Se bem que para o Partido da Justiça e do Desenvolvimento se possa vaticinar o primeiro lugar, ele nunca se traduzirá em nada que se pareça sequer com 15 por cento dos votos expressos. E do meio do grande leque de partidos desta monarquia constitucional emergirá a figura dominante de Sua Majestade o Rei.
Estas eleições só deveriam ter lugar no próximo ano, mas dados os acontecimentos em outros países árabes foi decidido antecipá-las para 25 de Novembro de 2011. Como que a colocar as barbas de molho.
domingo, 23 de outubro de 2011
sábado, 22 de outubro de 2011
Não são os bombardeiros que fazem a Primavera
"Quando Khadafi foi assassinado, não foi o 'povo' líbio que ganhou a guerra. Foram Sarkozy, Cameron e Obama", reconhece Pacheco Pereira, aceitando que a União Europeia e os Estados Unidos querem o controlo do petróleo líbio. E no mesmo artigo (pág.33 do PÚBLICO de hoje) desmonta o chavão de uma "revolução árabe", a que os líricos gostam de chamar Primavera. Finalmente, há quem na imprensa portuguesa seja capaz de falar claro quanto à bizarra aventura ocidental na Líbia.
"O que aconteceu no último ano no mundo muçulmano, os eventos na Tunísia, Egipto, Bahrein, Iémen e Síria, só para citar os casos mais relevantes, está longe de ser esclarecido e muito menos de ser conhecido. Com a grande apetência para a ilusão exótica e a vontade de wishful thinking que têm os media ocidentais, divulgou-se uma interpretação feita à medida mais das esperanças ocidentais do que das realidades locais", escreve Pacheco Pereira.
Estou totalmente de acordo, pois é mais ou menos isto o que tenho vindo desde há meses a escrever nest blog e em outros sítios.
"A intervenção da Força Aérea dos países da NATO foi fundamental para conseguir que os rebeldes entrassem em Trípoli e de lá escorraçassem o coronel Muammar Kahadafi", escrevo eu no número de Outubro da revista "Além-Mar", saído há três semanas.
"Na Síria, poderá ser qualquer outra intervenção militar estrangeira, nomeadamente turca, a fazer com que se cumpram, entre outros, os desígnios dos Estados Unidos e da União Europeia: que o presidente Bashar al-Assad seja afastado do poder", acrescento no mesmo artigo, que redigi o mês passado, para o número deste mês daquela revista dos missionários combonianos.
Ou seja, basta de chavões e de palavras bonitas quando nos estamos a referir a grandes jogadas internacionais viradas para o espaço compreendido entre o Magreb e o Médio Oriente.
"O que aconteceu no último ano no mundo muçulmano, os eventos na Tunísia, Egipto, Bahrein, Iémen e Síria, só para citar os casos mais relevantes, está longe de ser esclarecido e muito menos de ser conhecido. Com a grande apetência para a ilusão exótica e a vontade de wishful thinking que têm os media ocidentais, divulgou-se uma interpretação feita à medida mais das esperanças ocidentais do que das realidades locais", escreve Pacheco Pereira.
Estou totalmente de acordo, pois é mais ou menos isto o que tenho vindo desde há meses a escrever nest blog e em outros sítios.
"A intervenção da Força Aérea dos países da NATO foi fundamental para conseguir que os rebeldes entrassem em Trípoli e de lá escorraçassem o coronel Muammar Kahadafi", escrevo eu no número de Outubro da revista "Além-Mar", saído há três semanas.
"Na Síria, poderá ser qualquer outra intervenção militar estrangeira, nomeadamente turca, a fazer com que se cumpram, entre outros, os desígnios dos Estados Unidos e da União Europeia: que o presidente Bashar al-Assad seja afastado do poder", acrescento no mesmo artigo, que redigi o mês passado, para o número deste mês daquela revista dos missionários combonianos.
Ou seja, basta de chavões e de palavras bonitas quando nos estamos a referir a grandes jogadas internacionais viradas para o espaço compreendido entre o Magreb e o Médio Oriente.
A barbaridade da nova Líbia
Bloodied, wearing just a pair of khaki trousers, and dumped on a cheap mattress, Muammar Gaddafi's body has become a gruesome tourist attraction and a macabre symbol of the new Libya's problems.
Hundreds of ordinary Libyans queued up outside a refrigerated meat store in Misrata, where the dead dictator was being stored as a trophy. A guard allowed small groups into the room to celebrate next to Gaddafi's body. They posed for photos, flashing victory signs, and burst into jubilant cries of "God is great."
Wounds on Gaddafi's body appeared to confirm that he was indeed killed in cold blood in the chaotic minutes following his capture on Thursday. He was found in the town of Sirte, hiding in a drainage pipe. There was a close-range bullet wound on the left side of his head. Blood stains showed another bullet wound to his thorax. His body, subsequently driven to Misrata and publicly paraded, was barefoot and stripped to the waist.
Late on Friday the Gaddafi clan demanded a chance to bury the body. In a statement on a Syria-based pro-Gaddafi television station, the ousted dictator's family asked for the bodies of Gaddafi, his son Mo'tassim and others who were killed on Thursday by fighters who overran his hometown Sirte.
"We call on the UN, the Organisation of the Islamic Conference and Amnesty International to force the [National] Transitional Council to hand over the martyrs' bodies to our tribe in Sirte and to allow them to perform their burial ceremony in accordance with Islamic customs and rules," the statement said.
What to do with the fallen dictator's corpse is the subject of a row inside the National Transitional Council (NTC). Libya's interim prime minister, Mahmoud Jibril, arrived in Misrata to talk with local NTC representatives. They have made it abundantly clear they do not want Gaddafi to be buried in their town. The NTC leadership in Tripoli wants a solution quickly. One popular option is to bury him at sea, like Osama bin Laden.
The dispute threatens to overshadow NTC plans to declare a formal end to Libya's nine-month uprising . The council will announce from Benghazi, where the Libyan revolution began in February, that the project of national liberation is now complete. It will say a new, democratic post-Gaddafi era has begun.
The Guardian +++Recorde-se que, em 1969, Kadhafi chegou ao poder sem derramento de sangue; num golpe sem contornos macabros.
Hundreds of ordinary Libyans queued up outside a refrigerated meat store in Misrata, where the dead dictator was being stored as a trophy. A guard allowed small groups into the room to celebrate next to Gaddafi's body. They posed for photos, flashing victory signs, and burst into jubilant cries of "God is great."
Wounds on Gaddafi's body appeared to confirm that he was indeed killed in cold blood in the chaotic minutes following his capture on Thursday. He was found in the town of Sirte, hiding in a drainage pipe. There was a close-range bullet wound on the left side of his head. Blood stains showed another bullet wound to his thorax. His body, subsequently driven to Misrata and publicly paraded, was barefoot and stripped to the waist.
Late on Friday the Gaddafi clan demanded a chance to bury the body. In a statement on a Syria-based pro-Gaddafi television station, the ousted dictator's family asked for the bodies of Gaddafi, his son Mo'tassim and others who were killed on Thursday by fighters who overran his hometown Sirte.
"We call on the UN, the Organisation of the Islamic Conference and Amnesty International to force the [National] Transitional Council to hand over the martyrs' bodies to our tribe in Sirte and to allow them to perform their burial ceremony in accordance with Islamic customs and rules," the statement said.
What to do with the fallen dictator's corpse is the subject of a row inside the National Transitional Council (NTC). Libya's interim prime minister, Mahmoud Jibril, arrived in Misrata to talk with local NTC representatives. They have made it abundantly clear they do not want Gaddafi to be buried in their town. The NTC leadership in Tripoli wants a solution quickly. One popular option is to bury him at sea, like Osama bin Laden.
The dispute threatens to overshadow NTC plans to declare a formal end to Libya's nine-month uprising . The council will announce from Benghazi, where the Libyan revolution began in February, that the project of national liberation is now complete. It will say a new, democratic post-Gaddafi era has begun.
The Guardian +++Recorde-se que, em 1969, Kadhafi chegou ao poder sem derramento de sangue; num golpe sem contornos macabros.
terça-feira, 18 de outubro de 2011
É preciso não esquecer os berberes
Le numéro 22 de la revue Afrique réelle du 22 octobre 2011 est consacrée spécialement aux Berbères contenant plusieurs chapitres :
- Un peuple aux origines multiples
- L'Egypte : une création berbère ?
- Les pharaons berbères
- Les berbères durant l'antiquité
- Comment les berbères furent-ils arabisés ? Entretien avec Bernard Lugan
Nous republions l’éditorial signé par Bernard Lugan :
La guerre de Libye a replacé les Berbères au coeur de l’actualité. Le contentieux les opposant au régime du colonel Khadafi était à ce point fort qu’ils furent parmi les premiers à se soulever, juste après les Arabes de Benghazi en Cyrénaïque. Sans les Berbères, le régime libyen ne serait pas tombé puisque c’est en effet le front qu’ils ouvrirent depuis le djebel Nefusa, sur les arrières du bastion régimiste tripolitain, qui permit de couper la frontière avec la Tunisie, puis d’isoler Tripoli, ce qui permit ensuite la prise de la ville. Tout à son nationalisme arabo-islamique, le colonel Khadafi niait la question berbère. En 2007 il déclara ainsi :
« (…) les tribus amazighs (berbères) se sont éteintes il y a longtemps, depuis le temps du royaume de Numidie. Personne n’a le droit de dire « je viens d’ici ou de là-bas ». Celui qui le fait est un agent du colonialisme, qui veut diviser pour régner ». (Mouammar Khadafi, Discours à la Nation, le 2 mars 2007).
Les Berbères qui se désignent sous le nom Imazighen (Amazigh au pluriel), ce qui signifie « homme libre », constituent le fond ancien de toute la population de l’Afrique du Nord, depuis le delta du Nil jusqu’à l’Atlantique et de la Méditerranée jusqu’au Sahel. Les berbérophones ne subsistent plus aujourd’hui en tant que groupes homogènes que dans quelques isolats généralement montagneux ou dans des oasis.
Le monde berbère a eu son histoire propre durant plusieurs millénaires. A la différence de ceux de l’Est, les Berbères de l’Ouest ont constitué des Etats qui s’étendirent sur tout le Maghreb. A partir du VIIe siècle, l’islamisation, avec l’arabisation linguistique qu’elle implique, modifia en profondeur la berbérité, au point de lui faire perdre sa mémoire et ses racines.
Après les indépendances, les nouvelles autorités gouvernementales développèrent une extrême méfiance à l’égard de la langue berbère, le fait berbère lui-même étant vu comme un ferment de division, sa propre existence contredisant le mythe de l’ « arabité » du Maghreb. L’enseignement du berbère disparut ainsi au Maroc avec la suppression en 1956 de la chaire de berbère de l’Institut des hautes Etudes Marocaines de Rabat, et en 1962 avec la suppression de celle de l’université d’Alger.
Au Maroc, le nationalisme s’affirma initialement contre la berbérité, son adversaire principal n’étant pas tant la France que la montagne féodale et berbère. Comme l’amazighité affirmait la double composante du pays, arabe et berbère, le parti Istiqlal représentant les Arabes et les arabo andalous des villes, parla alors de dérive « ethnique », « raciste » et « xénophobe » menaçant de détruire l’Etat. L’inquiétude des élites arabo-musulmanes pouvait être compréhensible face aux déclarations de certains berbérophones. Aussi tard qu’en 2004, le grand intellectuel berbère Mohammed Chafik publia ainsi un article dont le titre explosif était « Et si l’on décolonisait l’Afrique du Nord pour de bon ! »,[1] et dans lequel il écrivait que « Les Imazighen en sont réduits à se sentir étrangers chez eux (…) Au fait, pourquoi le Maghreb arabe n’arrive-t-il pas à se former ? C’est précisément parce qu’il n’est pas arabe ».
En Algérie, figé dans sa gangue idéologique, le régime demeure aujourd’hui encore un jacobinisme arabo-musulman fondant sa légitimité à la fois sur la négation de l’histoire du pays et sur celle de sa composition ethnique. Ici, la question kabyle s’est posée avec une acuité particulière dès l’indépendance de 1962, rythmée par des épisodes sanglants ayant débuté par la guérilla du FFS en 1963, suivie par le mouvement du « Printemps berbère » en 1980, puis par la « grève du cartable » durant les années 1994-1995, par les émeutes de 1998 qui suivirent l’assassinat du chanteur Matoub Lounès et enfin par le mouvement dit des « Aarchs » en 2001 et 2002. Ces derniers mois, la tension n’est pas retombée.
- Un peuple aux origines multiples
- L'Egypte : une création berbère ?
- Les pharaons berbères
- Les berbères durant l'antiquité
- Comment les berbères furent-ils arabisés ? Entretien avec Bernard Lugan
Nous republions l’éditorial signé par Bernard Lugan :
La guerre de Libye a replacé les Berbères au coeur de l’actualité. Le contentieux les opposant au régime du colonel Khadafi était à ce point fort qu’ils furent parmi les premiers à se soulever, juste après les Arabes de Benghazi en Cyrénaïque. Sans les Berbères, le régime libyen ne serait pas tombé puisque c’est en effet le front qu’ils ouvrirent depuis le djebel Nefusa, sur les arrières du bastion régimiste tripolitain, qui permit de couper la frontière avec la Tunisie, puis d’isoler Tripoli, ce qui permit ensuite la prise de la ville. Tout à son nationalisme arabo-islamique, le colonel Khadafi niait la question berbère. En 2007 il déclara ainsi :
« (…) les tribus amazighs (berbères) se sont éteintes il y a longtemps, depuis le temps du royaume de Numidie. Personne n’a le droit de dire « je viens d’ici ou de là-bas ». Celui qui le fait est un agent du colonialisme, qui veut diviser pour régner ». (Mouammar Khadafi, Discours à la Nation, le 2 mars 2007).
Les Berbères qui se désignent sous le nom Imazighen (Amazigh au pluriel), ce qui signifie « homme libre », constituent le fond ancien de toute la population de l’Afrique du Nord, depuis le delta du Nil jusqu’à l’Atlantique et de la Méditerranée jusqu’au Sahel. Les berbérophones ne subsistent plus aujourd’hui en tant que groupes homogènes que dans quelques isolats généralement montagneux ou dans des oasis.
Le monde berbère a eu son histoire propre durant plusieurs millénaires. A la différence de ceux de l’Est, les Berbères de l’Ouest ont constitué des Etats qui s’étendirent sur tout le Maghreb. A partir du VIIe siècle, l’islamisation, avec l’arabisation linguistique qu’elle implique, modifia en profondeur la berbérité, au point de lui faire perdre sa mémoire et ses racines.
Après les indépendances, les nouvelles autorités gouvernementales développèrent une extrême méfiance à l’égard de la langue berbère, le fait berbère lui-même étant vu comme un ferment de division, sa propre existence contredisant le mythe de l’ « arabité » du Maghreb. L’enseignement du berbère disparut ainsi au Maroc avec la suppression en 1956 de la chaire de berbère de l’Institut des hautes Etudes Marocaines de Rabat, et en 1962 avec la suppression de celle de l’université d’Alger.
Au Maroc, le nationalisme s’affirma initialement contre la berbérité, son adversaire principal n’étant pas tant la France que la montagne féodale et berbère. Comme l’amazighité affirmait la double composante du pays, arabe et berbère, le parti Istiqlal représentant les Arabes et les arabo andalous des villes, parla alors de dérive « ethnique », « raciste » et « xénophobe » menaçant de détruire l’Etat. L’inquiétude des élites arabo-musulmanes pouvait être compréhensible face aux déclarations de certains berbérophones. Aussi tard qu’en 2004, le grand intellectuel berbère Mohammed Chafik publia ainsi un article dont le titre explosif était « Et si l’on décolonisait l’Afrique du Nord pour de bon ! »,[1] et dans lequel il écrivait que « Les Imazighen en sont réduits à se sentir étrangers chez eux (…) Au fait, pourquoi le Maghreb arabe n’arrive-t-il pas à se former ? C’est précisément parce qu’il n’est pas arabe ».
En Algérie, figé dans sa gangue idéologique, le régime demeure aujourd’hui encore un jacobinisme arabo-musulman fondant sa légitimité à la fois sur la négation de l’histoire du pays et sur celle de sa composition ethnique. Ici, la question kabyle s’est posée avec une acuité particulière dès l’indépendance de 1962, rythmée par des épisodes sanglants ayant débuté par la guérilla du FFS en 1963, suivie par le mouvement du « Printemps berbère » en 1980, puis par la « grève du cartable » durant les années 1994-1995, par les émeutes de 1998 qui suivirent l’assassinat du chanteur Matoub Lounès et enfin par le mouvement dit des « Aarchs » en 2001 et 2002. Ces derniers mois, la tension n’est pas retombée.
A Guiné-Bissau de todos os perigos
As últimas notícias vindas da Guiné-Bissau indicam um cenário em que a diplomacia angolana, no âmbito da presidência da CPLP, terá de se empenhar com toda a inteligência requerida para que Bissau não volte a cair num clima de instabilidade.
Angola tem na Guiné um dos seus desafios na lógica da sua afirmação como país promotor da estabilidade no continente. Claro que a estabilidade depende mais dos próprios guineenses que da boa vontade angolana. E é aí que está o problema.
Nada na Guiné parece claro. Trata-se de um país onde, aparentemente, os desentendimentos pessoais, as raivas e os desejos de vingança entre ex-camaradas de trincheira parecem sobrepor-se à lógica dos interesses do Estado. Na Guiné parece nem haver espaço para o cinismo político, é tudo a ferro.
Neste momento, Sebastião Isata é o único angolano a trabalhar em busca da estabilidade na Guiné, isso como representante da União Africana. Os militares angolanos que irão ajudar na reforma do exército guineense ainda não foram nomeados. Enquanto isso, em Bissau a intriga corre, destapando medos e colocando alguns num estado de alerta que poderá descambar num antes matar que morrer. Esse é o grande risco.
Zamora Induta é mesmo culpado?
As últimas notícias dizem que, citando relatório atribuído ao (então) Procurador-Geral da República, Amin Sad, Zamora induta terá sido o autor dos assassinatos do Presidente Nino Vieira e do general Tagme na Waye que ocupava o cargo de Chefe do Estado Maior General das Forças Armadas.
É verdade que Zamora Induta, na sequência de tais assassinatos, auto promoveu-se para o cargo de Tagme, ficando com o país nas mãos. Porque matar Tagme? Tanto Induta como Tagme eram homens de Ansumane Mané, o general que havia deposto Nino Vieira. Zamora poderia até ter razões para matar Nino (depois de ter ajudado a depô-lo e a força-lo a sair para o exílio, tê-lo de novo como Presidente e como Comandante em Chefe, poderia não ser coisa que Induta engolisse. Mas porque matar Tagme? Apenas para ser chefe das tropas?
O tal relatório atribuído a Amin Sad diz que Induta teria (ou o afirmou aos militares que foram executar as mortes, no dia 2 de Março) que o mandante dos crimes era o Primeiro Ministro Carlos Gomes Júnior. Gomes júnior, dizem os guineenses, foi uma criação de Nino Vieira, que lhe teria permitido tornar-se num próspero empresário. Há quem diga que Gomes júnior foi uma espécie de representante dos negócios de Nino Vieira. Que razões teria Gomes Júnior para matar o Presidente Nino Vieira? Gomes Júnior não se candidatou ao lugar de Nino, apoiou, antes, a candidatura de Malan Bacai Sanhá, como candidato do PAIGC, o mesmo partido que Nino Vieira derrotou nas urnas. Ao contrário de Carlos Gomes Júnior, Nino Vieira era um histórico do partido, do tempo da luta pela Independência, o facto de concorrer como independente não apagava a sua trajectória no PAIGC e na história da Guiné.
Pode-se dizer que com as mortes de Nino Vieira e de Tagme na Waye, Carlos Gomes Júnior passou a ter maior protagonismo, sem a sombra de um histórico na presidência, com a agravante de ter sido já Presidente até ter sido deposto por militares e de ter voltado e reconquistado o lugar nas urnas. Haveria aqui uma legitimidade reforçada e um sinal de que os guineenses teriam preferido o passado a outras experiências. Por seu lado, Zamora Induta via-se livre de Nino Vieira e consumava o seu afastamento definitivo, não concluído na guerra de Ansumane Mané ; ocupava a chefia das forças armadas e obteria o verdadeiro poder na Guiné. Nos meses em que chefiou o Estado Maior, foi a impressão com que se ficou. Era Induta quem ditavas as regras no país.
Mas Induta e Tagme tinham um ponto mais a uni-los. Ambos teriam sido afastados pelo general Veríssimo Seabra, depois deste ter morto Ansumane Mané e ter deposto o Presidente Kumba Yalá (PRS), entretanto eleito nas urnas contra Malan Bacai Sanhá (PAIGC). Veríssimo tinha estado com Ansumane na guerra contra Nino Vieira. Só quando Tagme assumiu a chefia do exército, depois da morte do general Veríssimo Seabra é que Zamora Induta recuperou algum protagonismo.
O narcotráfico e os suspeitos
Tagme na Waye não parecia ter ambições políticas. Não tinha carisma e também não tinha, na sua etnia balanta, o suporte de Kumba Yalá, por exemplo, que agora se converteu ao islão, um grupo religioso também muito forte na Guiné. Malan Bacai Sanhá também é muçulmano. Tal como o era Ansumane Mané. Nino Vieira e Veríssimo Seabra não eram muçulmanos.
Mas foi na chefia militar de Tagme e com a presidência de Nino Vieira, que surgiram as mais alarmantes notícias sobre o papel do território na rota do narcotráfico (Tagme dizia querer combater o narcotráfico). Também surgiram nomes associados. António Indjai e Bubo na Tchutu constavam da lista. Indaji era um militar do estado maior, um dos vices. Na Tchutu era o comandante da Marinha de Guerra.
A pressão internacional fez com que o Presidente Nino Vieira começasse a falar em combater o narcotráfico.
Tagme na Waye também se pronunciou. Ambos foram mortos.
As mortes de Nino e de Tagme abriram caminho a Bacai Sanhá, para a presidência, ganha nas urnas, e a Induta para a chefia militar, autoimpondo-se e ultrapassando generais melhor colocados na linha de sucessão. Estava ditado o seu destino.
Induta procurou fazer do combate ao narcotráfico a sua divisa. Viu escapar-se-lhe Bubu na Tchtu que fugiu para o Senegal mesmo antes de ser detido, acusado de envolvimento no narcotráfico. E a acusação não era apenas de Zamora Induta, os Estados Unidos da América já tinham publicado um relatório em que constavam os nomes de Bubu na Tchutu e de António Indjai. Entretanto, Baciro Dabó, antigo candidato presidencial e o ex-ministro Carlos Proença, foram assassinados em 2009.
As confissões de Zamora Induta
Zamora Induta, segundo as mais recente notícias, teria confessado, na prisão onde está, a autoria das mortes do Presidente Nino Vieira e do general Tagme na Waye. Induta foi detido no dia 1 de Abril de 2010. Quem o deteve foi o seu adjunto no estado maior, António Indjai, que se apressou a libertar Bubu na Tchutu que, entretanto, regressado a Bissau estava refugiado nas instalações das Nações Unidas. Tanto Bubu na Tchutu como o seu libertador António Indjai, são os tais citados pelos norte-americanos como estando envolvidos no tráfico de drogas. Ambos aprisionaram Zamora Induta e o Primeiro Ministro ,Carlos Gomes Júnior.
Gomes Júnior foi salvo pelo povo que se manifestou farto das golpadas militares e exigiu nas ruas a sua libertação. Indjai ainda ameaçou matar o Primeiro Ministro e disparar contra a multidão. Em viva voz. Zamora Induta não teve a mesma sorte.
Não se sabe bem o que pensa Malam Bacai Sanhá.
É o actual Presidente que aceitou Zamora Induta como chefe dos militares, aceitou a sua prisão, empossou António Indjai como Chefe do Estado Maior General das Forças Armadas e nomeou e deu posse a Bubu na Tchutu para o lugar de chefe do Estado Maior da Armada. Há que perceber se o fez por mera manobra de sobrevivência política e física, ou se porque mexe os cordelinhos. Entende-se que tenha contas a ajustar com Gomes Júnior, o Primeiro Ministro, que o derrotou na corrida à liderança do PAIGC e que as tivesse também com Zamora Induta cujo poder, o real, como chefe da tropa, suplantava o seu como Chefe do Estado.
Não está claro se tinha mais simpatias por Nino Vieira, a quem substituiu na presidência quando deposto por Ansumane Mané, ou se por este último.
Não se sabe ainda se vai ou não aceitar e como agirá na sequência do relatório atribuído a Amin Sád. Também não se sabe se considera legal a prisão de Zamora Induta. Se não é legal, as ditas confissões não são válidas.
Os outros
Henrique Rosa, um presidenciavel, e que aguentou o país como interino nos momentos de vacatura, está remetido ao silêncio. Francisco Fadul, outro presidenciavel e que já foi Primeiro Ministro, também em tempo de vacatura foi agredido quase até à morte e recusa-se a envolver-se outra vez na política guineense. Kumba Yalá foi deposto da presidência, tem influência sobre os balantas mas está em silêncio, depois de derrotado nas urnas.
Os perigos para a diplomacia angolana
Em primeiro lugar, há a imprevisibilidade de novas vinganças. Depois, há a influência muçulmana e dos vizinhos Guiné Conakry e Senegal (sempre procuraram influenciar a situação em Bissau para seu proveito).
Os apoios para Angola poderão surgir das Nações Unidas, da União Africana, da CPLP e dos Estados Unidos da América. Uns porque querem a estabilização da Guiné, e outros porque querem combater o narcotráfico que pode financiar acções terroristas.
Com a fragilidade do Estado guineense, entretanto, Angola terá de agir na diplomacia, por um lado, e na economia, por outro. Os militares guineenses precisam de condições de vida, e os guineenses também.
José Kaliengue "O País" Luanda (mesmo que tenha sido escrito há já algum tempo, este artigo continua a ter interesse para quem queira perceber a Guiné-Bissau)
Angola tem na Guiné um dos seus desafios na lógica da sua afirmação como país promotor da estabilidade no continente. Claro que a estabilidade depende mais dos próprios guineenses que da boa vontade angolana. E é aí que está o problema.
Nada na Guiné parece claro. Trata-se de um país onde, aparentemente, os desentendimentos pessoais, as raivas e os desejos de vingança entre ex-camaradas de trincheira parecem sobrepor-se à lógica dos interesses do Estado. Na Guiné parece nem haver espaço para o cinismo político, é tudo a ferro.
Neste momento, Sebastião Isata é o único angolano a trabalhar em busca da estabilidade na Guiné, isso como representante da União Africana. Os militares angolanos que irão ajudar na reforma do exército guineense ainda não foram nomeados. Enquanto isso, em Bissau a intriga corre, destapando medos e colocando alguns num estado de alerta que poderá descambar num antes matar que morrer. Esse é o grande risco.
Zamora Induta é mesmo culpado?
As últimas notícias dizem que, citando relatório atribuído ao (então) Procurador-Geral da República, Amin Sad, Zamora induta terá sido o autor dos assassinatos do Presidente Nino Vieira e do general Tagme na Waye que ocupava o cargo de Chefe do Estado Maior General das Forças Armadas.
É verdade que Zamora Induta, na sequência de tais assassinatos, auto promoveu-se para o cargo de Tagme, ficando com o país nas mãos. Porque matar Tagme? Tanto Induta como Tagme eram homens de Ansumane Mané, o general que havia deposto Nino Vieira. Zamora poderia até ter razões para matar Nino (depois de ter ajudado a depô-lo e a força-lo a sair para o exílio, tê-lo de novo como Presidente e como Comandante em Chefe, poderia não ser coisa que Induta engolisse. Mas porque matar Tagme? Apenas para ser chefe das tropas?
O tal relatório atribuído a Amin Sad diz que Induta teria (ou o afirmou aos militares que foram executar as mortes, no dia 2 de Março) que o mandante dos crimes era o Primeiro Ministro Carlos Gomes Júnior. Gomes júnior, dizem os guineenses, foi uma criação de Nino Vieira, que lhe teria permitido tornar-se num próspero empresário. Há quem diga que Gomes júnior foi uma espécie de representante dos negócios de Nino Vieira. Que razões teria Gomes Júnior para matar o Presidente Nino Vieira? Gomes Júnior não se candidatou ao lugar de Nino, apoiou, antes, a candidatura de Malan Bacai Sanhá, como candidato do PAIGC, o mesmo partido que Nino Vieira derrotou nas urnas. Ao contrário de Carlos Gomes Júnior, Nino Vieira era um histórico do partido, do tempo da luta pela Independência, o facto de concorrer como independente não apagava a sua trajectória no PAIGC e na história da Guiné.
Pode-se dizer que com as mortes de Nino Vieira e de Tagme na Waye, Carlos Gomes Júnior passou a ter maior protagonismo, sem a sombra de um histórico na presidência, com a agravante de ter sido já Presidente até ter sido deposto por militares e de ter voltado e reconquistado o lugar nas urnas. Haveria aqui uma legitimidade reforçada e um sinal de que os guineenses teriam preferido o passado a outras experiências. Por seu lado, Zamora Induta via-se livre de Nino Vieira e consumava o seu afastamento definitivo, não concluído na guerra de Ansumane Mané ; ocupava a chefia das forças armadas e obteria o verdadeiro poder na Guiné. Nos meses em que chefiou o Estado Maior, foi a impressão com que se ficou. Era Induta quem ditavas as regras no país.
Mas Induta e Tagme tinham um ponto mais a uni-los. Ambos teriam sido afastados pelo general Veríssimo Seabra, depois deste ter morto Ansumane Mané e ter deposto o Presidente Kumba Yalá (PRS), entretanto eleito nas urnas contra Malan Bacai Sanhá (PAIGC). Veríssimo tinha estado com Ansumane na guerra contra Nino Vieira. Só quando Tagme assumiu a chefia do exército, depois da morte do general Veríssimo Seabra é que Zamora Induta recuperou algum protagonismo.
O narcotráfico e os suspeitos
Tagme na Waye não parecia ter ambições políticas. Não tinha carisma e também não tinha, na sua etnia balanta, o suporte de Kumba Yalá, por exemplo, que agora se converteu ao islão, um grupo religioso também muito forte na Guiné. Malan Bacai Sanhá também é muçulmano. Tal como o era Ansumane Mané. Nino Vieira e Veríssimo Seabra não eram muçulmanos.
Mas foi na chefia militar de Tagme e com a presidência de Nino Vieira, que surgiram as mais alarmantes notícias sobre o papel do território na rota do narcotráfico (Tagme dizia querer combater o narcotráfico). Também surgiram nomes associados. António Indjai e Bubo na Tchutu constavam da lista. Indaji era um militar do estado maior, um dos vices. Na Tchutu era o comandante da Marinha de Guerra.
A pressão internacional fez com que o Presidente Nino Vieira começasse a falar em combater o narcotráfico.
Tagme na Waye também se pronunciou. Ambos foram mortos.
As mortes de Nino e de Tagme abriram caminho a Bacai Sanhá, para a presidência, ganha nas urnas, e a Induta para a chefia militar, autoimpondo-se e ultrapassando generais melhor colocados na linha de sucessão. Estava ditado o seu destino.
Induta procurou fazer do combate ao narcotráfico a sua divisa. Viu escapar-se-lhe Bubu na Tchtu que fugiu para o Senegal mesmo antes de ser detido, acusado de envolvimento no narcotráfico. E a acusação não era apenas de Zamora Induta, os Estados Unidos da América já tinham publicado um relatório em que constavam os nomes de Bubu na Tchutu e de António Indjai. Entretanto, Baciro Dabó, antigo candidato presidencial e o ex-ministro Carlos Proença, foram assassinados em 2009.
As confissões de Zamora Induta
Zamora Induta, segundo as mais recente notícias, teria confessado, na prisão onde está, a autoria das mortes do Presidente Nino Vieira e do general Tagme na Waye. Induta foi detido no dia 1 de Abril de 2010. Quem o deteve foi o seu adjunto no estado maior, António Indjai, que se apressou a libertar Bubu na Tchutu que, entretanto, regressado a Bissau estava refugiado nas instalações das Nações Unidas. Tanto Bubu na Tchutu como o seu libertador António Indjai, são os tais citados pelos norte-americanos como estando envolvidos no tráfico de drogas. Ambos aprisionaram Zamora Induta e o Primeiro Ministro ,Carlos Gomes Júnior.
Gomes Júnior foi salvo pelo povo que se manifestou farto das golpadas militares e exigiu nas ruas a sua libertação. Indjai ainda ameaçou matar o Primeiro Ministro e disparar contra a multidão. Em viva voz. Zamora Induta não teve a mesma sorte.
Não se sabe bem o que pensa Malam Bacai Sanhá.
É o actual Presidente que aceitou Zamora Induta como chefe dos militares, aceitou a sua prisão, empossou António Indjai como Chefe do Estado Maior General das Forças Armadas e nomeou e deu posse a Bubu na Tchutu para o lugar de chefe do Estado Maior da Armada. Há que perceber se o fez por mera manobra de sobrevivência política e física, ou se porque mexe os cordelinhos. Entende-se que tenha contas a ajustar com Gomes Júnior, o Primeiro Ministro, que o derrotou na corrida à liderança do PAIGC e que as tivesse também com Zamora Induta cujo poder, o real, como chefe da tropa, suplantava o seu como Chefe do Estado.
Não está claro se tinha mais simpatias por Nino Vieira, a quem substituiu na presidência quando deposto por Ansumane Mané, ou se por este último.
Não se sabe ainda se vai ou não aceitar e como agirá na sequência do relatório atribuído a Amin Sád. Também não se sabe se considera legal a prisão de Zamora Induta. Se não é legal, as ditas confissões não são válidas.
Os outros
Henrique Rosa, um presidenciavel, e que aguentou o país como interino nos momentos de vacatura, está remetido ao silêncio. Francisco Fadul, outro presidenciavel e que já foi Primeiro Ministro, também em tempo de vacatura foi agredido quase até à morte e recusa-se a envolver-se outra vez na política guineense. Kumba Yalá foi deposto da presidência, tem influência sobre os balantas mas está em silêncio, depois de derrotado nas urnas.
Os perigos para a diplomacia angolana
Em primeiro lugar, há a imprevisibilidade de novas vinganças. Depois, há a influência muçulmana e dos vizinhos Guiné Conakry e Senegal (sempre procuraram influenciar a situação em Bissau para seu proveito).
Os apoios para Angola poderão surgir das Nações Unidas, da União Africana, da CPLP e dos Estados Unidos da América. Uns porque querem a estabilização da Guiné, e outros porque querem combater o narcotráfico que pode financiar acções terroristas.
Com a fragilidade do Estado guineense, entretanto, Angola terá de agir na diplomacia, por um lado, e na economia, por outro. Os militares guineenses precisam de condições de vida, e os guineenses também.
José Kaliengue "O País" Luanda (mesmo que tenha sido escrito há já algum tempo, este artigo continua a ter interesse para quem queira perceber a Guiné-Bissau)
Incursão do Quénia na Somália
Kenyan troops with aerial support are continuing their advance into Somalia towards a town 120km (75 miles) from its border held by al-Shabab militants.
The Kenyan government wants to push the militants away from its border following a spate of kidnappings it blames on the Islamist insurgent group.
Kenya's army spokesman Maj Emmannuel Chirchir told AFP the forces were expected to reach Afmadow on Tuesday.
Al-Shabab has warned of attacks in Kenya unless the troops withdraw.
The hard-line group, which controls much of southern Somalia, has denied carrying out any abductions.
It is locked in a battle with the transitional government for control of parts of the country currently outside its power, particularly in the capital Mogadishu.
The UN-backed government in Mogadishu has refused to admit that the Kenyan troops are inside Somalia.
But BBC East Africa correspondent Will Ross says sources indicate that Somali government troops are working in tandem with the Kenyans in order to attack the al-Shabab-controlled areas.
Eyewitnesses say al-Shabab officials have forced truck owners to hand over their vehicles so that fighters can be moved towards Afmadow.
Our reporter says the progress of Kenya and Somali troops has been slowed by muddy terrain after heavy rain.
Afmadow is about 90km on the main road north of the port city of Kismayo, al-Shabab's main economic power base.
'Digging trenches'
Afmadow resident Hussein Osman Roble told Reuters news agency most people in the town had fled towards the Kenyan border.
"Jets have flown low over Afmadow, terrifying the residents, while al-Shabab is digging trenches and tunnels for defence inside and around Afmadow," he said.
The government controls very little territory, but does have several militant groups around the country it regards as allies, and it is backed by the international community.
Kenyan officials said they wanted to ensure al-Shabab militants were not able to operate anywhere near the two countries' shared border.
Nairobi has been infuriated by a string of abductions of foreign nationals near the border.
BBC
The Kenyan government wants to push the militants away from its border following a spate of kidnappings it blames on the Islamist insurgent group.
Kenya's army spokesman Maj Emmannuel Chirchir told AFP the forces were expected to reach Afmadow on Tuesday.
Al-Shabab has warned of attacks in Kenya unless the troops withdraw.
The hard-line group, which controls much of southern Somalia, has denied carrying out any abductions.
It is locked in a battle with the transitional government for control of parts of the country currently outside its power, particularly in the capital Mogadishu.
The UN-backed government in Mogadishu has refused to admit that the Kenyan troops are inside Somalia.
But BBC East Africa correspondent Will Ross says sources indicate that Somali government troops are working in tandem with the Kenyans in order to attack the al-Shabab-controlled areas.
Eyewitnesses say al-Shabab officials have forced truck owners to hand over their vehicles so that fighters can be moved towards Afmadow.
Our reporter says the progress of Kenya and Somali troops has been slowed by muddy terrain after heavy rain.
Afmadow is about 90km on the main road north of the port city of Kismayo, al-Shabab's main economic power base.
'Digging trenches'
Afmadow resident Hussein Osman Roble told Reuters news agency most people in the town had fled towards the Kenyan border.
"Jets have flown low over Afmadow, terrifying the residents, while al-Shabab is digging trenches and tunnels for defence inside and around Afmadow," he said.
The government controls very little territory, but does have several militant groups around the country it regards as allies, and it is backed by the international community.
Kenyan officials said they wanted to ensure al-Shabab militants were not able to operate anywhere near the two countries' shared border.
Nairobi has been infuriated by a string of abductions of foreign nationals near the border.
BBC
segunda-feira, 17 de outubro de 2011
Caos e violência em cidades líbias
Forces loyal to Libya's interim authorities say they have entered Bani Walid, one of the last towns still loyal to Col Muammar Gaddafi.
NTC military commanders said they met heavy resistance from Gaddafi loyalists in the town, some 170km (110 miles) southeast of Tripoli.
Meanwhile, fighting is continuing for Col Gaddafi's hometown of Sirte.
In Tripoli, bulldozers have begun to demolish Col Gaddafi's fortress-like Bab al-Aziziya compound.
Interim leaders said it was time "to tear down the symbol of tyranny".
'Resistance'
National Transitional Council (NTC) commanders say troops have launched a fresh assault on the desert town of Bani Walid, but the extent of their advance into the desert town remains unclear.
Fighters approached the town on Sunday from the north and south after launching a barrage of artillery fire against the positions of pro-Gaddafi fighters, according to the Agence France-Presse news agency.
"We attacked this morning from the southwest. Our men were inside the town this afternoon. But there was heavy resistance" from the Gaddafi loyalists, NTC commander Jamal Salem told the news agency.
Some reports said the NTC forces reached the city centre, but these have not been verified.
While NTC forces surround Bani Walid, they have so far been unable to make a successful advance into the town due to resistance from some 1,500 Gaddafi loyalists believed to be there.
Last week, troops were pulled back after suffering heavy losses.
Along with Sirte, Bani Walid is one of only two remaining towns in Libya resisting the rule of the NTC.
In Sirte, commanders have been reorganising their forces in an attempt to prevent friendly fire, which some say is slowing their advance.
The BBC's Wyre Davies in Sirte said on Sunday there had been an attempt to co-ordinate the assault with fighters from Misrata in the west told to hold their positions, while troops from Benghazi in the east tried to take ground in the city centre.
However, the situation is chaotic and violent, he adds.
At one point the BBC team in Sirte came under heavy sniper fire and a young Libyan nearby was shot dead as they dived for cover.
Meanwhile, a pro-Gaddafi television station has confirmed reports that the former leader's son, Khamis, was killed in late August.
Arrai television, based in Syria, said he had died during fighting with NTC forces in the city of Tarhouna, 90km (60 miles) southeast of Tripoli.
The TV station said Colonel Gaddafi's intelligence chief, Mohammed Abdullah al-Senousi, had also been killed during the battle.
Khamis Gaddafi has been reported dead twice before since the uprising against his father began, only to reappear.
'Looting'
As the fighting continues, the NTC is struggling to exert its authority over the country.
There have been reports of widespread looting by fighters around Sirte, with witnesses saying truckloads of stolen goods are being driven away.
Reporters from Associated Press TV said they saw trucks loaded with everything from tractors and heavy machinery to rugs, freezers, furniture and other household goods being driven off.
Meanwhile, NTC forces have bulldozed the green walls surrounding Muammar Gaddafi's main Tripoli compound.
In Tripoli, senior army officer Ahmad Ghargory said the Bab al-Aziziya area would be turned into a public park.
"It's the revolutionary decision to tear down this symbol of tyranny," he said.
"We were busy with the war, but now we have the space to do this."
Correspondents say local people have already turned a courtyard, from where Col Gaddafi once made fiery speeches, into a weekly pet market.
BBC
NTC military commanders said they met heavy resistance from Gaddafi loyalists in the town, some 170km (110 miles) southeast of Tripoli.
Meanwhile, fighting is continuing for Col Gaddafi's hometown of Sirte.
In Tripoli, bulldozers have begun to demolish Col Gaddafi's fortress-like Bab al-Aziziya compound.
Interim leaders said it was time "to tear down the symbol of tyranny".
'Resistance'
National Transitional Council (NTC) commanders say troops have launched a fresh assault on the desert town of Bani Walid, but the extent of their advance into the desert town remains unclear.
Fighters approached the town on Sunday from the north and south after launching a barrage of artillery fire against the positions of pro-Gaddafi fighters, according to the Agence France-Presse news agency.
"We attacked this morning from the southwest. Our men were inside the town this afternoon. But there was heavy resistance" from the Gaddafi loyalists, NTC commander Jamal Salem told the news agency.
Some reports said the NTC forces reached the city centre, but these have not been verified.
While NTC forces surround Bani Walid, they have so far been unable to make a successful advance into the town due to resistance from some 1,500 Gaddafi loyalists believed to be there.
Last week, troops were pulled back after suffering heavy losses.
Along with Sirte, Bani Walid is one of only two remaining towns in Libya resisting the rule of the NTC.
In Sirte, commanders have been reorganising their forces in an attempt to prevent friendly fire, which some say is slowing their advance.
The BBC's Wyre Davies in Sirte said on Sunday there had been an attempt to co-ordinate the assault with fighters from Misrata in the west told to hold their positions, while troops from Benghazi in the east tried to take ground in the city centre.
However, the situation is chaotic and violent, he adds.
At one point the BBC team in Sirte came under heavy sniper fire and a young Libyan nearby was shot dead as they dived for cover.
Meanwhile, a pro-Gaddafi television station has confirmed reports that the former leader's son, Khamis, was killed in late August.
Arrai television, based in Syria, said he had died during fighting with NTC forces in the city of Tarhouna, 90km (60 miles) southeast of Tripoli.
The TV station said Colonel Gaddafi's intelligence chief, Mohammed Abdullah al-Senousi, had also been killed during the battle.
Khamis Gaddafi has been reported dead twice before since the uprising against his father began, only to reappear.
'Looting'
As the fighting continues, the NTC is struggling to exert its authority over the country.
There have been reports of widespread looting by fighters around Sirte, with witnesses saying truckloads of stolen goods are being driven away.
Reporters from Associated Press TV said they saw trucks loaded with everything from tractors and heavy machinery to rugs, freezers, furniture and other household goods being driven off.
Meanwhile, NTC forces have bulldozed the green walls surrounding Muammar Gaddafi's main Tripoli compound.
In Tripoli, senior army officer Ahmad Ghargory said the Bab al-Aziziya area would be turned into a public park.
"It's the revolutionary decision to tear down this symbol of tyranny," he said.
"We were busy with the war, but now we have the space to do this."
Correspondents say local people have already turned a courtyard, from where Col Gaddafi once made fiery speeches, into a weekly pet market.
BBC
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