sexta-feira, 11 de outubro de 2013
Portugal e o resto do mundo árabe
Alfama, Alcântara e Alvalade anseiam pela normalização da vida na Tunísia, na Líbia e no Egipto.
Álamo, Alandroal, Albardo, Albarraque, Albergaria-a-Velha, Albergaria das Cabras, Albergaria dos Fusos, Albergaria dos Doze, Alberge, Albernoa, Albreiro, Albufeira, Albrunheira, Alburitel, Alcabideche, Alcácel do Sal, Alcáçovas, Alcafeche e Alcafozes também têm o coração a bater um uníssono com o dos marroquinos, argelinos, tunisinos, líbios e egípcios.
Alcaide, Alcainão Grande, Alcaíns, Alcalva, Alcanede, Alcanena, Alcanhões, Alcantarilha, Alcaravela, Alcaria de Javazes, Alcaria do Coelho, Alcaria Queimada, Alcaria Ruiva, Alcarias Pedro Guerreiro, Alcarvas e Alcobaça sonham com um futuro risonho para o Maghreb e para o resto do mundo árabe.
Alcobertas, Alcochete, Alcoentre, Alcofra, Alcoitão, Alcongosta, Alcordal, Alcornicosa, Alcoroches, Alcôrrego, Alcorriol, Alcorvel, Alcountim, Aldão, Aldeios dos Marmelos, Aldreu, Aldriz, Alfaião e Alfaiates sonham com Damascos a florir, frutos novos de uma Síria enfim liberta das armas químicas.
Alfândega da Fé, Alfazina, Alfarela de Jales, Alfarelos, Alfarim, Alfarrobeira, Alfebre do Mato, Alfebrinho, Alfeicão, Alfeizerão, Alfena e Alferrarede torcem pela democratização do Iémen, da Arábia Saudita e dos Emiratos.
Alforgermel, Alfontes, Alfouvês, Alfrívida, Alfundão, Algale, Algares, Algariz, Algarvia (e todo o Algarve), Algeriz, Algeruz, Algoceira, Algodor, Algodres, Algosinho, Algoso e Algoz encontram-se na expectativa sobre para que lado irá finalmente pender o Bahrein.
Alguber, Algueirão, Alhandra, Alverca, Aljaraz, Aljezur, Aljubarrota, Aljustrel, Almaceda, Almacinha e Almada interrogam-se sobre o que é que irá acontecer na Argélia quando morrer o Presidente Abdelaziz Bouteflika.
Almada de Ouro, Almadena, Almagreira, Almalaguês, Almancil, Almargem, Almarjão, Almeida e outros recantos de um Portugal tão vincadamente árabe, ou arabizado, reflectem sobre o que é que irá acontecer na Jordânia e em Omã. Jorge Heitor
quarta-feira, 9 de outubro de 2013
Não aos cortes da Ponte
Querer fazer manifestações ou maratonas numa ponte que já nem sequer comporta o trânsito automóvel entre as duas margens do Tejo parece-me o menos indicado possível. Se já sem manifestações se chega a demorar mais de 15 minutos para vir do Fogueteiro ou do Feijó para Lisboa, o que dizer do corte da ponte durante uma ou duas horas, seja por que motivo for. O que precisamos é de mais pontes, não é que se ocupem as poucas que já temos com manifestações ou corridas.
----Tudo o que seja perturbar o fluxo normal do trânsito automóvel numa ponte será sempre muito mal visto por grande parte da população dos distritos de Lisboa e de Setúbal.
Jorge Heitor
segunda-feira, 7 de outubro de 2013
Associação Cívica dos Açores
Esta manhã foi publicamente apresentado um novo movimento cívico em Ponta Delgada, inspirado nos ideais autonomistas.
Chama-se Associação Cívica dos Açores.
O movimento defende que a riqueza dos Açores deve pertencer aos açorianos.
O primeiro designio deste projeto é chamar a atenção dos açorianos para as potencialidades dos Açores, reclamando que a riqueza gerada na região pertença aos açorianos.
Inspiram-se em Singapura e em Timor e acusam Portugal de colonialismo, explica Aires Ferreira, um dos promotores. RTP-Açores
quarta-feira, 2 de outubro de 2013
Guiné-Bissau só terá eleições em 2014
Opinião Guiné-Bissau: Eleições nunca antes de Março de 2014
Jorge Heitor________________________________________
O importante, para as Nações Unidas, é que se realizem eleições presidenciais e legislativas na Guiné-Bissau "quanto mais depressa possível"; mas já toda a gente percebeu, e até o próprio representante especial do secretário-geral Ban Ki-moon o reconheceu, que elas nunca poderão ser antes de Março ou Abril de 2014, na melhor das hipóteses. Não há minimamente condições para isso.
"Espero que no prazo de cinco a seis meses, para restabelecer a ordem democrática e uma estratégia de recuperação do país", disse José Manuel Ramos-Horta numa entrevista à agência noticiosa IPS.
Acontece, porém, que ainda não se fez qualquer recenseamento, que não existem cadernos eleitorais e que não há o dinheiro necessário para apressar o processo; de modo que, os cinco ou seis meses de que fala o antigo Presidente timorense poderão muito bem arrastar-se para lá de Abril do próximo ano; para lá do segundo aniversário do presente estado de coisas.
Nenhum Governo ou organização internacional importante reconheceu o sistema saído do golpe de estado de Abril do ano passado, mas os Estados Unidos e o Reino Unido dialogam com ele, a Espanha manteve o seu embaixador em Bissau e a França tem lá um encarregado de negócios. Assim se vai tentando sobreviver.
O Presidente formal deste regime de transição, Manuel Serifo Nhamadjo, conseguiu até a proeza de o terem autorizado há pouco a discursar na Assembleia Geral da ONU, oportunidade que aproveitou para elogiar a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) e até mesmo Timor-Leste, que por sinal está a atravessar um período bem difícil, por entre muitas denúncias de que a prostituição e a pedofilia são aí prática corrente.
Nhamadjo, que a maioria da população guineense nunca elegeria para a chefia do Estado, deixou bem claro que o sistema político a que pertence se dá muito melhor com a França e com a CEDEAO do que com Portugal ou com a generalidade da Comunidade dos Países de Língua Oficial Portuguesa (CPLP).
Independentemente de Cabo Verde se ter já disponibilizado para dar apoio técnico à realização de eleições presidenciais e legislativas num país a que se sente ligado por uma luta comum pela independência, as ditas eleições, repita-se, nunca poderão acontecer antes do primeiro trimestre de 2014; e mesmo que acontecessem ninguém poderia garantir que iriam servir de grande coisa.
Ao contrário do optimismo que José Ramos-Horta sempre tem procurado aparentar, ele a quem o próprio povo recusou um segundo mandato, a Guiné-Bissau vive mergulhada na pobreza extrema, apresenta péssimos indicadores sociais, não consegue ter figuras que lhe garantam qualquer estabilidade política e encontra-se refém dos cartéis latino-americanos da droga, sendo um dos países mais infelizes ao cimo da Terra.
Em flagrante contraste com o que tem vindo a dizer o mesmo Ramos-Horta, que não cessa de procurar branquear a situação, os cidadãos guineenses estão a ser vítimas de um narco-estado e de um grupo de militares que, enganosamente, se pretendem herdeiros dos que fizeram a luta pela proclamação da independência.
Estes oficiais de hoje em dia, pessoas de 48 ou de 55 anos, eram crianças ou adolescentes quando se deu o 25 de Abril e a causa de Amílcar Cabral saiu vitoriosa, pelo que, como afirmou recentemente o jornalista guineense António Aly Silva, não passam muitas vezes de impostores, quando se querem apresentar como émulos de Nino Vieira, de Chico Té, de Manecas Santos, de Pedro Pires e de outros que de facto lutaram, no mato, para que a independência se tornasse realidade.
Por tudo isto, pelo completo descrédito da maior parte dos militares e até de muitos políticos, é que apareceu recentemente um jovem, de seu nome Azibo Berta, a lançar aos quatro ventos um Movimento para que...a Guiné-Bissau seja colocada sob a tutela das Nações Unidas.
Quatro centenas de pessoas já subscreveram a petição no sentido de que, por assim dizer, volte tudo à primeira forma, como se estivéssemos agora no início da década de 1960. Ou seja, o país seria colocado sob tutela da ONU, que encarregaria um Estado com boas credenciais, de preferência nórdico, conforme afirmou Berta, de o preparar para realmente ser independente.
Essas propostas poderiam ser consideradas extremamente líricas, se não fosse a triste realidade a que todos nós assistimos nos últimos 40 anos, desde o assassínio de Amílcar Cabral e a proclamação precipitada e unilateral da independência das terras da Guiné-Bissau, que não estavam de forma alguma preparadas para erguer em algumas décadas um Estado minimamente viável a partir de um conglomerado de povos, como o balanta, o fula, o mandinga e o manjaco. O que aconteceu então nas Colinas do Boé foi um grande equívoco.
terça-feira, 1 de outubro de 2013
"Escrita portuguesa na vertente brasileira"
A Embaixada do Brasil em Maputo lançou um concurso para director do Centro Cultural Brasil-Moçambique (CCBM), colocando, como requisito, "desejável conhecimento da escrita portuguesa na vertente brasileira", para concorrentes não brasileiros.
Questionada sobre se a presença do mencionado requisito no concurso não choca com o espírito do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa (AO), que harmoniza a ortografia do português e que o Brasil ratificou, a Embaixada do Brasil em Maputo declinou pronunciar-se sobre a matéria por entender que "não há polémica no concurso".
O AO, de 1990, assinado e ratificado por todos os países lusófonos à excepção de Angola e Moçambique, e implementado em Portugal e no Brasil, tem por objectivo unificar a ortografia nos diferentes espaços de falantes de português, pelo que uma exigência de uma "vertente brasileira" parece contraditória com o tratado internacional.
A vaga de director do CCBM está aberta a cidadãos brasileiros e para estrangeiros com residência permanente em Moçambique, mas é a estes a quem é "desejável" o conhecimento da escrita portuguesa na vertente brasileira.
No concurso, exigem-se também bons conhecimentos das culturas brasileira e moçambicana, bem como experiência anterior em produção e gestão cultural.
Em declarações à Lusa em Maputo, o director cessante do CCBM, o moçambicano Calane da Silva, afirmou que "não há mal nenhum" ao exigir-se que seja "desejável o conhecimento da escrita portuguesa na vertente brasileira", pois entende que esse requisito "não viola nem contradiz o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa".
Lusa/SOL
segunda-feira, 30 de setembro de 2013
Pelas autarquias do Alentejo
Depois das eleições de ontem, a CDU voltou a ser a maior força autárquica do Alentejo com 19 das 47 Câmaras da Região (há 4 anos tinha ganho 14 munícipios) e com 2 das 3 capitais de distrito, Beja e Évora (Portalegre foi ganha por uma candidatura independente).
* No deve e haver autárquico, a CDU perdeu para o PS Vendas Novas (Évora), Nisa e Crato (Portalegre), mas ganhou Beja, Évora, Alcácer do Sal, Vila Viçosa, Cuba e Grândola e Monforte ao PS e Alandroal aos independentes do MUDA.
* O PS que detinha 21 Câmaras perdeu 3 ficando com 18 em toda a região (perdeu Beja, Évora, Alcácer do Sal, Grândola, Vila Viçosa, Cuba e Monforte, para a CDU e Borba para os independentes, mas ganhou Almodôvar ao PSD, Sines, aos independentes, Vendas Novas, Nisa e Crato, à CDU).
* As listas independentes mantiveram a maioria em 4 concelhos, tantos como há quatro anos - com as mudanças de Sines e do Alandroal (em que a lista independente vencedora em 2009 foi impedida de se candidatar pelo Tribunal Constitucional) que foram ganhas pelo PS e pela CDU, compensadas pelas vitórias de independentes em Portalegre (ao PSD) e Borba (ao PS).
* O PSD perdeu duas das 8 Câmaras que detinha na região, uma delas Almodôvar, o único muncicípio a que presidia nos distritos de Beja e Évora, fica apenas representado no distrito de Portalegre.
* A nível distrital, em Évora, a CDU tem 6 munícipios (4, em 2009); o PS 5 (tinha 7), os Independentes, 3 (3).
* Em Beja, a CDU tem 8 (6); o PS 6 (7).
* Em Portalegre, PS 6 (5), PSD 6 (7), CDU 2 (3); Independentes 1 (0)
* No Litoral, CDU 3 (1) e PS 1 (2).
* A nível de votos, saliente-se a vitória expressiva com mais de cinco mil votos da CDU em Évora;
* Os apenas 300 votos que separaram a maioria absoluta da CDU do PS em Beja;
* Os 22 votos que determinaram a vitória da CDU em Moura, um concelho com mais de 13 mil eleitores inscritos;
* A fraca votação do BE em Évora, que apesar de ter tido uma campanha mais expressiva do que há quatro anos, teve apenas mais 200 votos e o facto da lista de Independentes "por Beja com todos" não ter conseguido sequer eleger um vereador.
* De reter também a alta taxa de abstenção no concelho de Évora, que se fixou nos 50,31% (45,48%, em 2009), bem como o elevado número de votos brancos e nulos, 6,14% (2,75%, em 2009)
Post de Carlos Júlio, da TSF, no http://acincotons.blogspot.pt/
sexta-feira, 27 de setembro de 2013
Costa 48, Seara 26
O socialista António Costa é reeleito na presidência da câmara de Lisboa com 48% das intenções de voto, reforçando a maioria absoluta.
Com 26% de votos, surge em segundo lugar o candidato da coligação "Sentir Lisboa" (PSD/CDS/MPT), Fernando Seara, indica a sondagem da Universidade Católica para o DN.
Seguem-se João Ferreira, da CDU, com 11%, e João Semedo, do BE,com 7%.
O estudo, que apresenta uma margem de erro de 2,8%, atribui nove a 10 mandatos ao PS e um máximo de oito às outras listas: cinco para a coligação PSD/CDS/MPT, um a dois para a CDU (PCP-PEV) e um para o BE.
Nesta sondagem e antes da distribuição dos votos, 14% dos inquiridos disseram não saber em quem votar, 13% garantiram não ir votar e 4% recusaram responder. Registaram-se ainda 5% de votos brancos ou nulos.
Por comparação com os resultados eleitorais de 2009, onde António Costa ganhou com 44,05% dos votos expressos, o PS reforça a sua liderança, enquanto a coligação de direita (PSD/CDS/MPT/PPM) - que há quatro anos obteve 38,67% - perde mais de 12% face à previsão de resultados para domingo.
A CDU e o Bloco, por sua vez, também reforçam o terceiro e quatro lugares, respetivamente, ao passarem dos 8,05% e dos 4,57% em 2009 para os 11% e os 7% agora.
Quanto aos restantes candidatos à presidência da Câmara Municipal de Lisboa, Paulo Borges (PAN - Partido pelos Animais e pela Natureza) obtém 1,5% das intenções de voto na sondagem da Católica, o mesmo valor percentual que Joana Miranda (PCTP).
Com 1% surgem Nuno Correia da Silva (da "Plataforma Cidadania Lisboa", constituída por PPM, PPV e PND) e João Patrocínio (PNR). Em último, com 0,2%, aparece Amândio Madaleno (PTP).
Subscrever:
Mensagens (Atom)
