sexta-feira, 11 de julho de 2014

Rajoy visitou o ditador Obiang

Rajoy justifica su visita al dictador Obiang: “No fui de vacaciones”

  • "Me lo pensé, pero creo que acerté", señala en el Congreso de los Diputados, donde compareció para rendir cuentas sobre el último Consejo Europeo del mes de junio
  • Insiste en que en este viaje a Guinea habló "de libertades"

 
Mariano Rajoy en el Congreso de los Diputados.  EFE
Mariano Rajoy en el Congreso de los Diputados. EFE
El debate de este miércoles en el Congreso de los Diputados iba sobre el último Consejo Europeo, celebrado en Bruselas los días 26 y 27 de junio. Pero el foco estuvo puesto precisamente en una cita previa que tuvo el presidente del Ejecutivo el día 26 y que provocó que llegara tarde a esta reunión de jefes de Gobierno de la Unión Europea: un viaje a Guinea Ecuatorial en el que se reunió con el dictador Teodoro Obiang. ¿Por qué Mariano Rajoy priorizó esta cita? ¿Minusvaloró a las instituciones europeas? Estas preguntas fueron puestas sobre la mesa por los grupos de la oposición.

Para que encontraran respuesta por parte del presidente del Gobierno tuvieron que esperar a su turno de réplica. Él, motu proprio, no dio ninguna explicación al hecho de que llegara tarde a su reunión en Bruselas. El líder del Ejecutivo aludió a motivos económicos, presumió de haber sido el único europeo invitado a esa cumbre y señaló que no fue "de vacaciones". "Me lo pensé, pero creo que acerté", dijo tras señalar que la ida y la vuelta le supusieron 12 horas de transporte.

"Estamos acostumbrados a una imagen de África que solo refleja lo negativo: conflicto, dictadura, pobreza, hambre. Pero esa no es la realidad africana, sino una parte cada vez más pequeña", añadió. "Hay un África que no sale en las noticias: en 2012, África subsahariana creció casi el 5%", citó a modo de ejemplo.

Sobre las críticas directas a haber mantenido un encuentro con un dictador, dijo a los diputados que pueden tener "la absoluta certeza" de que habló de "democracia, libertad y derechos humanos". Y sobre su ausencia al comienzo de la cita en Bruselas precisó que "no se tomó ninguna decisión que afectara a España o a la Unión Europea" y que, por si acaso, ya se había curado en salud delegando su voto en el presidente de Portugal.

quarta-feira, 9 de julho de 2014

Música de São Tomé e Príncipe

Domingo _ 13 Jul 2014 _ 17h00
GRANDE AUDITÓRIO do ISCTE – Instituto Universitário de Lisboa
ENTRADA LIVRE
com a participação de: Açoriano, Bruna Lee, Calema, Ching Sofredor, Eidji P, Filípe Santo, Gapa, Izeter, Jedy Blindado, Laura dos Santos, Leonildo
Barros, Luís Kibanza, Mick Trovoada, Ninho Anguené, Ricardo (ex Duo RJ), Tonecas Prazeres,
acompanhados por uma banda de músicos (Fílipe Santo, Sanhá, Dua Pina, Mick Trovoada, Jojó Pinho)
apresentação: ÂNGELO TORRES e ABIGAIL TINY
Apresentar a música santomense cantada e tocada ao vivo pelos artistas de várias gerações; juntar no mesmo palco as pessoas que criaram a história da música santomense na época alta dos conjuntos e os jovens artistas de origem santomense a viver em Portugal; redescobrir e descobrir a música de São Tomé e Príncipe – foram estes os pontos de partida para a criação deste espectáculo musical que será apresentado no Grande Auditório do ISCTE-IUL no dia 13 de Julho à tarde, no âmbito da IV edição da Feira do Livro de São Tomé e Príncipe.
Os membros e ex-membros dos famosos conjuntos, os cantores com uma bagagem pesada de experiências recolhidas ao longo do seu trajecto ensaiaram com os jovens que optaram pelo rap ou kizomba e dentro destes géneros desenvolvem a sua carreira musical. Foi um ponto de encontro, de partilha, de troca de ideias, de aprendizagem mútua. O resultado final apresentará a riqueza admirável da música das Ilhas Maravilhosas.
A entrada é livre, aberta ao público em geral.
Morada: Grande Auditório do ISCTE - Instituto Universitário de Lisboa
Avª das Forças Armadas, edifício 2; metro: Entre Campos
Programação / Mén Non e Filipe Santo; Direcção Artística e Produção Musical / Filipe Santo;
Concepção e Produção Executiva / Magdalena Bialoborska

Organização da Feira do Livro de STP em Portugal:
Mén Non
Plataforma Cafuka
ISCTE-IUL
Apoios:
Embaixada de São Tomé e Príncipe em Portugal
A Magia de Representar
Equasom Produções
RDP África
RTP África
Nós por Lá
Andim Média
STP Digital
Téla Nón
Jornal Transparência

sexta-feira, 4 de julho de 2014

Sophia e a construção do mundo justo

«Sei que seria possível construir o mundo justo
As cidades poderiam ser claras e lavadas
Pelo canto dos espaços e das fontes
O céu o mar e a terra estão prontos
A saciar a nossa fome do terrestre
A terra onde estamos – se ninguém atraiçoasse – proporia
Cada dia a cada um a liberdade e o reino
– Na concha na flor no homem e no fruto
Se nada adoecer a própria forma é justa
E no todo se integra como palavra em verso
Sei que seria possível construir a forma justa
De uma cidade humana que fosse
Fiel à perfeição do universo
Por isso recomeço sem cessar a partir de páginas em branco


E este é meu ofício de poeta para a reconstrução do mundo»  Sophia de Mello Breyner Andresen

quinta-feira, 3 de julho de 2014

Bissau: O novo homem da ONU é brasileiro

quinta-feira, 3 de Julho de 2014

A Guiné Bissau vai ter um novo representante do secretário-geral das Nações Unidas. O brasileiro Marco Carmignani

Diplomata brasileiro Marco Carmignani, experiente em zonas de conflito em África e no Médio-Oriente, substitui Ramos-Horta a partir de sexta-feira

Marco Carmignani Marco Carmignani
Ouvido pela rádio da ONU a partir de Jerusalém, o diplomata brasileiro afirma ter consciência dos sacrifícios que o povo guineense tem feito para a construção do país. Carmignani defende, por isso, ser “essencial” que se mantenha o apoio da comunidade internacional.
Marco Carmignani tem 55 anos, é doutorado em Jurisprudência e licenciado em Engenharia pelo Instituto Aeronáutico e Tecnológico da Força Aérea brasileira.
Tem larga experiência política e de liderança ao longo de duas décadas ao serviço das Nações Unidas. Nos últimos sete anos trabalhou em missões políticas de manutenção da paz no Médio-Oriente como conselheiro sénior e chefe do pessoal.
Anteriormente ocupou vários cargos de responsabilidade no secretariado da ONU em Nova Iorque e em África, incluindo a operação de manutenção de paz no Burundi.

Nigéria: Perante a ofensiva do Boko Haram

Todos nós ouvimos falar das terríveis notícias de uma Nigéria onde um grupo terrorista islamita raptou 287 raparigas e a partir da qual o fundamentalismo ameaça alastrar a outros países, a começar pelos Camarões. É esse um dos grandes dramas da África actual, neste ano de 2014. Impõe-se uma reflexão.
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> Jorge Heitor
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> A federação nigeriana, grande mas volúvel, extremamente populosa mas frágil, relativamente recente, está a sofrer mais com as acções do grupo fundamentalista islâmico Boko Haram, que rejeita a educação ocidental, do que durante a guerra civil que se verificou quando no Sueste do seu território foi proclamada a República de Biafra, na década de 1960.
> No entanto, segundo o Prof. Wole Soyinka, Prémio Nobel da Literatura, o rapto de 287 estudantes e outras atrocidades poderá tornar o desfazer da unidade nacional menos provável, dado que tanto a maioria dos muçulmanos do Norte do país como os cristãos que vivem no Sul tendem a entender que caminhar juntos poderá ser a melhor forma de evitar uma tragédia ainda muito maior.
> Se bem que com menos repercussão internacional do que quando, em Maio de 1967, o governo da região oriental decidiu proclamar a República de Biafra, a actual chacina, o actual nível de violência que se está a verificar no Nordeste da Nigéria, é uma das situações mais dramáticas por que passa a federação nigeriana, que tantas fases tem atravessado, ao longo de cinco décadas e meia, desde a proclamação da independência.
> O Prof. Soyinka entende que o que se está a passar, desde que o Boko Haram, fundado em 2002, iniciou as suas operações militares, em 2009, é já bem pior do que aconteceu durante a guerra do Biafra, de 1967 a 1970, quando os Igbos do Sueste quase conseguiram estrelhaçar a Nigéria em diferentes regiões étnicas.
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> O horror de Soyinka
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> Agora com 80 anos, o dramaturgo Soyinka, que esteve dois anos preso pelos militares sob a acusação de ter ajudado os separatistas do Biafra, mas que em 1986 foi o primeiro africano a conseguir o Nobel da Literatura, encontra-se perfeitamente horrorizado pela forma como três milhões de pessoas estão a ser afectadas pela actividade do Boko Haram.
> Ataques à bomba, assassínios e raptos constituem o modo de acção dos fundamentalistas para tentarem criar um estado islâmico, a exemplo do califado que já foi proclamado na zona de fronteira entre a Síria e o Iraque.
> Os militantes de semelhante seita sentem-se influenciados pelo versículo do Corão que diz que quemnão for governado de acordo com as revelações de Allah a Maomé é um transgressor, um apóstata.
> Para eles, é proibido aos muçulmanos participar em qualquer actividade política ou social que tenha algo a ver com a sociedade ocidental, incluindo nisto participar em eleições, andar de calça e camisa ou receber educação secular.
> No entender do Boko Haram, a federação nigeriana é dirigida por ateus, mesmo que o Presidente seja muçulmano.
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> Os cruzados de Allah
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> O grupo atacou muitas escolas do Norte do país e queimou veículos na capital federal, Abuja, num verdadeiro espírito de cruzada contra todos os que não pensam exactamente como ele, que a si próprio se refere como Jama'atu Ahlis Sunna Lidda'awati wal-Jihad, "pessoas empenhadas na propagação dos ensinamentos do Profeta e na Jihad".
> Os habitantes da cidade de Maiduguri, no Nordeste da Nigéria, onde o grupo tem a sua sede, é que lhe chamam Boko Haram, o qua na língua Hausa significa mais ou menos que "a educação ocidental é proibida".
> Boko significava inicialmente falso, mas passou a ser sinónimo de educação ocidental, e Haram é sinónimo de proibido.
> O fundador do Jama'atu Ahlis Sunna Lidda'awati wal-Jihad, Mohammed Yusuf, foi morto em 2009 e sucedeu-lhe Abubakar Shekau.
> Milhares de pessoas têm morrido, essencialmente no Nordeste da grande federação nigeriana, e em 2013 os Estados Unidos incluíram o grupo na lista das organizações terroristas.
> Aliás, desde o califado de Sokoto, que governou partes do que é agora o Norte da Nigéria, do Níger e do Sul dos Camarões, até haver sido controlado pelos britânicos, em 1903, que alguns dos muçulmanos de tal região resistem às tentativas de serem educados segundo o modelo ocidental.
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> As raízes de um problema
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> Com muitos muçulmanos a recusarem que os seus filhos frequentem escolas de modelo ocidental, o carismático militante islamita Mohammed Yusuf criou em Maiduguri, no ano de 2002, o tenebroso grupo a que hoje damos normalmente o nome de Boko Haram, mesmo que essa não seja a sua designação oficial, conforme acima já se explicou.
> Muitas famílias muçulmanas pobres de toda a Nigéria e até mesmo de países vizinhos colocaram os filhos na escola islâmica que Yusuf montou junto a uma mesquita, como primeiro passo para a almejada criação de um Estado islâmico. E os estudantes foram evoluindo para recrutas de um movimento jihadista.
> Uma série de aldeias do Nordeste passou a ser atacada pelos defensores do integralismo muçulmano, que lançaram bombas e dispararam tiros contra igrejas, num modo de acção em tudo contrário ao desejável ecumenismo, no qual os fiéis de diferentes religiões conseguissem coexistir em paz.
> Centenas de aldeões têm sido mortos desde que em Abril as 287 meninas foram raptadas na localidade de Chibok, no estado de Borno.
> As jovens continuam desaparecidas e o Presidente Goodluck Jonathan tem sido criticado pelo seu relativo silêncio em relação a este problema; mas ele explica-se: "Tenho-me mantido discreto quanto aos contínuos esforços dos militares, da polícia e dos investigadores para encontrarem as raparigas. Preocupa-me profundamente que o meu silêncio seja interpretado pelos que me criticam como sinónimo de inércia ou fraqueza".
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> Quatro anos de calvário
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> "Desde 2010, milhares de pessoas têm sido feridas, raptadas ou forçadas pelo Boko Haram, que procura subverter o país e impor a sua ideologia a todos os nigerianos. O meu Governo está determinado a tornar isso impossível. Não sucumbiremos à vontade dos terroristas", escreveu o Presidente Jonathan no jornal Washington Post.
> A coordenação entre os diferentes países é entendida como a chave para que se consiga impedir novos raptos e Jonathan vai falar disto na próxima Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova Iorque, no mês de Setembro.
> "O terrorismo não conhece fronteiras", sublinhou o Presidente da Nigéria, que pretende um maior intercâmbio entre os serviços secretos de diversos países, sob a égide das Nações Unidas, de modo a que se combata o terror tanto na África como no Médio Oriente ou em outras latitudes.
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> A herança do passado
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> Quando se fala em fronteiras, deveremos até recordar que as da Nigéria são algo artificiais e relativamente recentes, pois que o que havia por ali há 120 anos eram impérios, um califado, reinos, regulados, cidades-estado e até mesmo pequenas repúblicas ao nível de aldeia, num conglomerado enorme ao qual se impôs a colonização britânica.
> Os territórios do califado de Sokoto e dos impérios de Yoruba e do Benim alargavam-se até para além das actuais fronteiras da Nigéria, quando principiou o século XX; de onde se vê que uma nova realidade não se consegue consolidar em apenas 90 ou 100 anos, sendo necessário muito mais tempo do que isso para que as coisas estabilizem.
> A escravidão e as relações semi-feudais que se verificavam nos emiratos e noutras entidades de que era feito o actual conjunto nigeriano ainda pesam no contexto actual de um conglomerado de alguns 180 milhões de pessoas que não têm de forma alguma uma História comum. E é também isto o que importa ter em conta sempre que se debatem os problemas da Nigéria, que são extremamente complexos.
> Um dos grandes problemas da República Federal da Nigéria é, não o esqueçamos, ter duas centenas e meia de grupos étnicos, a começar pelos Igbos, pelos Iorubas, pelos Hausas e pelos Fulas, congregando estes dois últimos grupos 29 por cento da população total e sendo muçulmanos, como o é metade da população em geral.
> Ter 250 etnias, falar mais de 550 línguas e ainda não haver conseguido alfabetizar sequer 70 por cento da população é um peso muito grande para um dos oito países mais populosos do mundo, país que sonha com o estatuto de membro permanente do Conselho de Segurança da ONU.
> Quando a este panorama ancestral, à corrupção endémica, ao grande número de pobres e ao elevado nível de desemprego se junta agora o extremismo do Boko Haram, surge uma enorme bomba-relógio de efeitos imprevisíveis. O futuro próximo não se apresenta risonho para a plurifacetada sociedade nigeriana. E de bem pouco lhe servirão o petróleo, o gás natural, o chumbo, o minério de ferro, o carvão e o zinco. O mais importante de tudo são as pessoas, não  os recursos naturais.

3 de Julho de 2014  (trabalho para a revista missionária Além-Mar)
 
 
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quarta-feira, 2 de julho de 2014

O desenvolvimento da economia moçambicana



FALANDO PARA CENTENAS DE EMPRESÁRIOS MOÇAMBICANOS E PORTUGUESES EM LISBOA



Guebuza sublinha complementaridade da

indústria extractiva e dos sectores tradicionais

O carácter finito destes recursos naturais aconselha-nos a prosseguirmos nesta direcção e a assegurarmos que os megaprojectos também impulsionem o desenvolvimento desses sectores tradicionais da nossa economia que caracterizam o sector das pequenas e médias empresas – Armando Emílio Guebuza, Presidente da República de Moçambique



REFINALDO CHILENGUE, em Lisboa

Presidente Armando Guebuza defendeu esta terça-feira em Lisboa que os megaprojectos da indústria extractiva e os sectores tradicionais se complementam em Moçambique, garantindo que os fundamentos da economia "são estáveis" e as perspectivas de desenvolvimento "são promissoras".

"Para nós, em Moçambique, não há contradição entre os megaprojectos e as pequenas e médias empresas. Pelo contrário, existe uma complementaridade e uma relação de simbiose que cria as sinergias necessárias para que ambas contribuam para o crescimento económico", declarou Guebuza ao discursar na cerimónia formal de abertura do fórum de negócios Moçambique-Portugal na capital lusa no âmbito da visita oficial que realiza a Portugal até quinta-feira.

Guebuza destacou que os recursos naturais existentes em Moçambique "colocam o país sob os holofotes do mundo das finanças e investimentos e da imprensa internacional", garantindo o empenho das autoridades em "atrair e acarinhar megaprojectos da indústria extractiva para explorar o seu potencial para a industrialização no país e para benefício do resto da Humanidade".

Guebuza sublinhou, entretanto, que esta esfera é "complementar e não substituto dos sectores tradicionais que têm sido responsáveis pelo crescimento" da economia moçambicana – na ordem dos sete por cento nos últimos 15 anos.

"O carácter finito destes recursos naturais aconselha-nos a prosseguirmos nesta direcção e a assegurarmos que os megaprojectos também impulsionem o desenvolvimento desses sectores tradicionais da nossa economia que caracterizam o sector das pequenas e médias empresas", enfatizou Armando Guebuza.


quinta-feira, 26 de junho de 2014

MH370: Quarto mês de um mistério


Map showing new underwater search area The new underwater search will initially focus on the orange area indicated


A new search area for the missing Malaysian plane has been announced by the Australian government after further analysis of satellite data.

The search will now shift south to focus on an area 1,800km (1,100 miles) off the west coast of Australia, Deputy Prime Minister Warren Truss confirmed.

Flight MH370 vanished en route from Kuala Lumpur to Beijing on 8 March with 239 passengers on board.

Officials said they believed the plane had been on autopilot when it crashed.

A 64-page report released by the Australian government concluded that the underwater search for the plane should resume in the new 60,000 sq km area.

An extensive search of the ocean floor was conducted in April after several acoustic pings, initially thought to be from the plane's flight data recorders, were heard. However, officials now believe the pings were not caused by the plane.

"It is highly, highly likely that the aircraft was on autopilot otherwise it could not have followed the orderly path that has been identified through the satellite sightings," Mr Truss said.

Martin Dolan from the Australian Transport Safety Bureau said data showed the plane was on autopilot


line
Analysis: Jonathan Amos, science correspondent, BBC News
The new search area focuses on the "7th arc" - a line through which the analysis suggests the jet had to have crossed as it made a final, brief, connection with ground systems. The interpretation of the data is that this "electronic handshake" was prompted by a power interruption onboard MH370 as its fuel ran down to exhaustion. As auxiliary power came on, the jet tried to log back into the satellite network.

In normal circumstances following such a logon request, there would usually have been additional "chatter" between the network and MH370. That these connections are not seen in the data log are a very strong indication that the jet was in its crash descent.

Several teams within the investigation have been running the numbers; this is not the sole work of the satellite system's operator - Inmarsat.

The collective opinion of several independent teams has therefore arrived at a zone of highest priority covering some 60,000 sq km. Once the ocean floor there is mapped, the investigation team can then summon the best - but also the most appropriate - submersibles in the world to go hunt for sunken wreckage.