segunda-feira, 28 de maio de 2012
Pela Restauração da Pátria Portuguesa
O Dia 1.º de Dezembro constitui a origem e a matriz dos Feriados Oficiais Portugueses. Se não tivesse existido o Dia 1.º de Dezembro de 1640, não haveria 10 de Junho, 5 de Outubro, 25 de Abril ou 1.º de Maio, pois a agenda dos Feriados Oficiais Portugueses coincidiria com a de Madrid.
Quanto muito, o Dia 10 de Junho seria o dia da Região Autónoma Portugal, que talvez mantivesse o título honorífico de Reino.
No corrente ano de 2011 e na segunda década do novo século, se os órgãos de soberania pretendem, coerentemente, manter a união de toda a Nação Portuguesa em torno dos pesadíssimos sacrifícios exigidos ao nosso velho Estado-Nação pela “troika” dos credores internacionais e pelo directório germano-francês, então que não atentem contra a dignidade, a identidade, a individualidade e a auto-estima de Portugal e respeitem a sua História, os seus valores, quase milenares, bem como a afirmação da Língua e da Cultura Portuguesas, que ao Dia 1.º de Dezembro de 1640 devem a sua existência.
Freitas do Amaral, Mota Amaral, José Lamego, Ribeiro e Castro e Leonardo Mathias foram alguns dos signatários desta tomada de posição, inserida num texto maior, com o qual se tentou evitar que se rasgasse do calendário o Dia da Restauração.
Egipto: "Primavera Árabe?"
Raúl M. Braga Pires, em Rabat (www.expresso.pt) 3:43 Segunda feira, 28 de maio de 2012 A confirmar-se a fraude eleitoral, trata-se de mais uma prova de que a "Primavera Árabe" nunca existiu no Egipto e aquilo a que se tem chamado de Revolução, afinal foi um Golpe d'Estado Militar, para não permitir que Gamal Mubarak sucedesse a seu pai. Google Imagens O inesperado resultado da primeira volta das presidenciais egípcias, sobretudo o facto do ex-Primeiro-Ministro Ahmed Shafiq ter sido o 2º mais votado, fez levantar de imediato as sobrancelhas, até dos mais desatentos. A explicação pode ser simples. Segundo o sítio do quotidiano egípcio o 7º dia, estes resultados foram possiveis graças a uma monumental "chapelada" eleitoral, a qual aconteceu segundo os seguintes moldes. Em primeiro lugar é preciso reter o seguinte facto, os membros das forças de segurança, quer policial, quer militar, de acordo com a lei egípcia, estão inibidos de votar. Volto a repetir, polícias e militares egípcios, estão proibidos de votar, conforme estipulado na lei. Um segundo detalhe é o facto de se votar apenas com o Bilhete de Identidade, o qual identifica a profissão de seu portador. Uns dias antes das eleições, os eleitores vão-se inscrever nas "Juntas de Freguesia" dos seus bairros, ficando registados, o que permite o cumprimento do seu direito cívico uns dias depois. Ora um oficial dos Serviços Secretos Centrais, de nome Abdul Rahman Al-Mansour Nashar, apresentou queixa na Procuradoria-Geral, contra vários colegas seus, por estarem por detrás da criação de 900.000 Bilhetes de Identidade novos/falsos, com os dados de 900.000 polícias, mas referindo profissões, que não as que exercem. De referir também que os candidatos Abdel Moneim Aboul Fotouh, Amr Mussa e Hamdeen Sabahi, já apresentaram queixa junto da Comissão Superior para a Eleição Presidencial, basedos na forma como alguns votos estão a ser contados, a forma como alguns votos entraram nas urnas, o facto de terem conhecimento da compra de votos, os quais ascendem a cerca de 100 Dólares cada, mas sobretudo, por todas as candidaturas terem visto polícias a votar. Mas vamos imaginar que os resultados apurados até ao momento são legitimos: Mohamed Morsy, 25.30%; Ahmed Shafiq, 23.74%; Hamdeen Sabahi, 21.60%; Abdel Moneim Aboul Fotouh, 17.93% e Amr Mussa, 10.97%. Não me surpreende uma bipolarização do eleitorado egípcio entre Irmandade Muçulmana e defensores do antigo regime. Aliás, a campanha de Ahmed Shafiq foi pautada pelo discurso do retorno à estabilidade e à segurança, caso seja eleito, baseado num hiper-Presidencialismo, onde o Chefe d'Estado nomeia Comissários para todos os cantos do país, os quais darão um feed-back sobre as necessidades do povo e garantirão a aplicação no terreno das directrizes emanadas do poder central. Os noticiários televisivos durante o período de campanha, não se cansaram de apresentar reportagens e notícias sobre a galopante onda de crime e a consequente crise no investimento e na economia que a mesma provoca. Em contra-ponto, a campanha d'Aboul Fotouh baseou-se na necessidade de educar as massas. Nobre, mas não cria o mesmo frisson que um bom discurso securitário. O mesmo aconteceu com Amr Mussa, cujo mote foi o emprego e a sua experiência de gabinete. Ora experiência por experiência, é natural que o povo opte por um duro, que durante a campanha se apresentou como "combatente, sufí e descendente do Profeta" e com dois caças israelitas abatidos durante a Guerra do Yom Kippur no seu curriculum, para além dos sucessos apresentados na transformação do Aeroporto Internacional do Cairo e da EgyptAir, em referências mundiais. Por outro lado, este candidato teve o voto esmagador das comunidades coptas, em pânico com a possibilidade de um Egipto dominado pelos islamistas. Mas a grande surpresa, na minha opinião, são os 21% do jovem nasserista Hamdeen Sabahi, 57 anos, Secretário-Geral do Partido Al-Karama (Dignidade). Jornalista, com a aura de ter sido oposição a Anwar Sadat e a Hosni Mubarak, sobretudo pelas políticas seguidistas face a Israel e anti-palestinianas (no caso de Sadat) na sua opinião e, das políticas agricolas, no caso de Mubarak. Estas posições valeram-lhe o cárcer no final dos anos 70. Em 2003 está com o Movimento Kefaya (Basta) e em 2010 com a Associação Nacional para a Mudança, com Muhammed Al-Baradei e Ayman Nur. No 1º aniversário da "Revolução" de Tahrir, este ano, defendeu que quem possui mais de 50 milhões de Libras Egípcias (cerca de 8.3 milhões de dólares), deverá pagar um imposto de 10% sobre esse valor. O mote da sua campanha foi "Um de nós", o que aproximou do eleitorado este natural da pequena Baltim, no Delta do Nilo, onde cresceu entre agricultores e pescadores. Por outro lado, o voto num nasserista é também ele um voto de protesto na visão exclusivista dos islamistas. O socialismo de Nasser baseia-se numa mundivisão árabe, africana e islâmica, à qual certamente o Egipto moderno terá que acrescentar o Cristianismo Copta. A confirmarem-se os resultados e a realizar-se uma segunda volta a 16 e 17 de Junho, entre Morsy e Shafiq, os egípcios irão às urnas divididos entre o ontem e o amanhã. Sendo que o ontem é representado pelo último Primeiro-Ministro de Hosni Mubarak. Curiosamente ambos Marechais da Força Aérea. A transferência de votos das outras candidaturas para Shafiq, será um teste à capacidade que os egípcios terão para engolir sapos vivos, já que certamente ninguém esperaria que um ano depois estivessem a votar um "novo-velho Egipto". Um cenário d'eleição d'Ahmad Shafiq, provocará um regresso massivo à Praça Tahrir e levará a Irmandade Muçulmana a assumir em definitivo e legitimamente o papel de vitima. Certamente que colocarão em cima da mesa a opção violência, como resposta. A opção Morsy colocará todos os ovos no mesmo cesto, já que o partido que lidera, Liberdade e Justiça, braço político da Irmandade Muçulmana, domina a Assembleia do Povo Egípcio, pelo que a 2ª volta será também um teste à inteligência dos egípcios, partindo do principio que o jogo é limpo. http://expresso.sapo.pt/maghreb--machrek=s25484#ixzz1w9qP8Muj
sábado, 26 de maio de 2012
Egipto: Shafik enfrenta Mursi
CAIRO, May 26 (Reuters) - Egyptian presidential candidate Ahmed Shafiq said on Friday he saw nothing wrong with the idea of a Muslim Brotherhood-led government, an apparent overture to the group he is set to face in next month's run-off for the presidency.
According to unofficial results from the first round of the presidential election, Shafiq, Hosni Mubarak's last prime minister, will face the Brotherhood's Mohamed Mursi in the June 16-17 vote.
The Brotherhood is trying to rally other political players to Mursi's side in a bid to defeat Shafiq, who the group has described as part of the old guard and a danger to the Egyptian revolution that swept Mubarak from power last year.
"I see no problem in the coming prime minister of Egypt being from the Freedom and Justice Party," Shafiq said during an interview with the privately owned al-Hayat television channel. (Reporting by Ahmed Tolba; writing by Tom Perry; editing by Todd Eastham)
sexta-feira, 25 de maio de 2012
As "intervenções" de Aguiar-Branco
O ministro da Defesa de Portugal, José Pedro Aguiar-Branco, descartou hoje o envio de uma nova missão militar para garantir a segurança da comunidade portuguesa na Guiné Bissau. «Tivemos uma missão que visou acautelar uma eventual necessidade de evacuar a comunidade portuguesa, caso houvesse risco, e essa força já foi objeto de retração. Neste momento, não está em cima da mesa uma nova intervenção das Forças militares portuguesas», afirmou à Lusa o ministro da Defesa, que se encontra no Rio de Janeiro. Aguiar-Branco informou ainda que discutiu a situação da Guiné Bissau com o ministro da Defesa brasileiro, Celso Amorim, durante a reunião realizada nesta quinta-feira, em Brasília. LUSA "Nova intervenção"? Mas houve alguma intervenção? Ninguém deu por nada. Apenas uma enorme despesa com uns navios que foram para o mar alto e com uns aviadores que passaram umas semanas numa unidade hoteleira da ilha do Sal.
As presidenciais egípcias
The Muslim Brotherhood's candidate for Egyptian president, Mohammed Mursi, is likely to face former Prime Minister Ahmed Shafiq in a run-off vote, according to partial election results.
More than 11,000 out of 13,000 polling stations have declared results, in the first election since strongman Hosni Mubarak was overthrown last year.
Early counts put Mr Mursi on about 26% and Mr Shafiq at roughly 24%.
Partial results are subject to recounts and final results are due on 29 May.
BBC
quinta-feira, 24 de maio de 2012
Departamento de Estado acusa Luanda
O Departamento de Estado americano acusou o governo angolano de ter regressado á prática de assassinatos políticos.
A acusação foi feita no relatório anual sobre direitos humanos que o departamento tem que emitir por força da lei americana.
No documento o departamento de estado afirma que os três mais importantes abusos de direitos humanos são “a falta de um processo judicial e ineficiência judicial, limites às liberdades de reunião, associação, expressão e imprensa e ainda “a redução do direito dos cidadãos a eleger representantes a todos os níveis”.
O documento refere ainda “outros abusos de direitos humanos” incluindo punições “excessivas e cruéis, incluindo a tortura e agressões bem como assassinatos ilegais pela polícia e pessoal militar”, “impunidade para os abusadores de direitos humanos”, violação dos direitos à privacidade dos cidadãos e “despejos sem compensação” entre outros.
“Ao contrário de anos anteriores houve várias noticias que o governo ou os seus agentes levaram a cabo assassinatos por motivos políticos,” diz o documento.
“Partidos da oposição, activistas de direitos humanos e meios de informação locais disseram que as forças de segurança mataram arbitrariamente pelo menos quatro pessoas” durante o ano de 2012, acrescenta o documento que afirma no entanto não haver noticias de “desaparecimentos por motivos políticos. VOZ DA AMERICA
quarta-feira, 23 de maio de 2012
Notícias de Angola
Um grupo de cerca de 15 indivíduos afectos às milícias pró-governamentais, armados com pistolas, catanas e varas de ferro, atacou esta noite o núcleo de jovens que tem liderado a organização de manifestações anti-Dos Santos, desde Março de 2011.
Pouco depois das 22h00, os atacantes irromperam, de surpresa, a residência do rapper Casimiro Carbono, no Bairro Nelito Soares, em Luanda, onde se encontravam reunidos 10 jovens.
De pistolas em punho, os atacantes espancaram violentamente Gaspar Luamba, Américo Vaz, Mbanza Hamza, Tukayano Rosalino, Alexandre Dias dos Santos, Jang Nómada, Massilon Chindombe, Mabiala Kianda, e Explosivo Mental. O anfitriao, Casimiro Carbono, escapou aos ataques por ter saído pouco antes para atender a um telefonema.
Ler mais: http://makaangola.org/2012/05/milicias-pro-dos-santos-atacam/
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