quinta-feira, 23 de agosto de 2012
Programa da visita papal ao Líbano
Vatican City, (VIS) - Benedict XVI is to make an apostolic trip to Lebanon from 14 to 16 September in order to sign the Post-Synodal Apostolic Exhortation of the Special Assembly for the Middle East of the Synod of Bishops, which took place in the Vatican in October 2010.
The Holy Father will depart from Ciampino airport in Rome at 9.30 a.m. on Friday 14 September and land at the Rafik Hariri international airport in Beirut at 1.45 p.m. local time. Following the welcome ceremony he will travel to Harissa where he will visit the basilica of St. Paul and sign the Post-Synodal Apostolic Exhortation.
At 10 a.m. on Saturday 15 September the Pope will travel to the presidential palace at Baabda where he will pay a courtesy visit to the president of Lebanon, as well as to the prime minister and the speaker of the parliament. He will then meet with the heads of Muslim communities before going on to pronounce an address before representatives from government, State institutions, the diplomatic corps, religious leaders and the world of culture.
On the same day the Pope will have lunch at the Armenian Catholic Patriarchate of Bzommar with patriarchs and bishops of Lebanon, members of the Special Council for the Middle East of the Synod of Bishops, and the papal entourage. At 6 p.m. he is scheduled to deliver an address to young people gathered on the square in front of the Maronite Patriarchate at Bkerke.
At 10 a.m. on Sunday 16 September the Holy Father will celebrate Mass at Beirut City Centre Waterfront and consign the Post-Synodal Apostolic Exhortation. Having prayed the Angelus he will then travel by car to the apostolic nunciature at Harissa where he will have lunch with members of his entourage. At 5.15 p.m. he is due to preside at an ecumenical gathering in the Syro-Catholic Patriarchate of Charfet. From there he will travel directly to the airport of Beirut whence his return flight to Rome is due to depart at 7 p.m.
terça-feira, 21 de agosto de 2012
O Sucessor interino de Zenawi
Addis Abeba - O vice-Primeiro-ministro etíope, Hailemariam Desalegn, vai assegurar interinamente o poder na Etiópia após a morte do Primeiro-ministro Meles Zenawi, anunciou hoje (terça-feira) o governo etíope.
"Conforme à Constituição etíope, o vice-Primeiro-ministro deverá comparecer perante o Parlamento e prestar juramento", afirmou à imprensa o porta-voz do governo Bereket Simon, acrescentando que o governo está a trabalhar para que o Parlamento seja convocado "o mais rapidamente possível".
"Garanto-vos que tudo está estável", prosseguiu o porta-voz que antes havia anunciado a morte, num hospital no estrangeiro, do Primeiro-ministro, aos 57 anos.
Segundo Bereket, Meles confrontava-se com problemas de saúde "há um ano". Mas "uma das melhores coisas que ele tinha, é que nunca se considerava como doente e que estava sempre disposto a trabalhar, todos os dias e todas as noites," acrescentou.
A data das exéquias deste poderoso entre os dirigentes africanos, aliado chave dos EUA na luta contra o extremismo islamita no Corno de África, não foi anunciada.
"O processo das exéquias vai desenrolar-se segundo plano preparado por um comité que trabalha para o efeito", indicou o porta-voz. Precisou apenas que o país observará "luto nacional" até às exéquias, "em memória do Primeiro-ministro".
Portangol um portal angolano
domingo, 19 de agosto de 2012
Angola: o que escreve Rafael Marques
O jornalista e activista angolano Rafael Marques disse à Lusa que Portugal nunca quis saber do bem-estar dos angolanos e que as próximas eleições gerais servem os “interesses” de Lisboa.
“Estas eleições servem os interesses económicos dos portugueses porque esses interesses estão alicerçados na corrupção. Se o Presidente da República de Angola sai do poder, haverá em Portugal uma série de processos contra empresas portuguesas que têm feito negócios ilícitos em Angola”, disse Rafael Marques, em Luanda, contactado por telefone a partir de Lisboa.
“No meio disto tudo Portugal é um vendedor de serviços. É um país que está em situação de crise e procura vender os seus serviços a todos aqueles que têm o controlo dos fundos”, considerou o jornalista e activista angolano.
Rafael Marques é responsável pelo portal “Maka Angola”, que denuncia casos de abusos de direitos humanos e alegados casos de corrupção e suborno, que correm na justiça angolana.
“Os investimentos que têm sido feitos em Portugal, sobretudo pela família presidencial, o Manuel Vicente, o general Kopelipa [figuras de topo do regime e próximas do Presidente José Eduardo dos Santos] claramente configuram actos de branqueamento de capitais porque não podem e não têm como explicar os biliões de dólares que ali são investidos”, afirmou Rafael Marques, acrescentando que Lisboa nunca quis saber do bem-estar do povo angolano.
“Portugal nunca foi um aliado do bem-estar dos angolanos. Nunca. Portugal colonizou Angola e, durante a guerra [civil], Portugal também tudo fez para prosperar, havendo setores que apoiavam a UNITA e outros sectores que apoiavam o MPLA e vendiam armas, mesmo durante as sanções das Nações Unidas”, acusou Rafael Marques.
“Portugal nunca teve um papel de respeito na defesa do bem-estar e dignidade dos angolanos. Não se pode esperar que Portugal tenha hoje este papel. Eventualmente, terá de passar uma ou duas gerações até que surja em Portugal uma nova forma de fazer política e que olhe para Angola como uma terra de futuro e que possa desbravar novas relações, mas desta geração não se pode esperar absolutamente nada que seja benéfico para o povo angolano”, afirmou.
“Se a vontade do povo for a mudança, não haverá interesses internacionais que o impedirão, da mesma forma que se a maioria da população genuinamente decidir que este sistema endémico de corrupção é o melhor, porque permite a cada um ganhar a lotaria e ser extremamente rico da noite para o dia, então também assim será”, concluiu.
Angola realiza no dia 31 de Agosto eleições gerais, que vão definir a composição do futuro parlamento e determinar os futuros Presidente e vice-Presidente da República, por via indirecta, a partir do número um e número dois da lista do partido mais votado.
Nas legislativas de 2008, o MPLA, partido no poder desde a independência, em 1975, ganhou a votação com mais de 80 por cento dos votos. O actual Presidente da República, José Eduardo dos Santos, encabeça a lista do partido às eleições de 31 de Agosto.
sexta-feira, 10 de agosto de 2012
Os demónios de Blaise Compaoré
To call Blaise Compaoré a benign dictator seems a fair description, even if he claims legitimacy through contested elections. Because Burkina Faso has generally lacked geopolitical significance, foreign powers - especially former colonial master France - have turned a blind eye on the country's democratic deficits. The murder of Thomas Sankara and the ultra-violence of the wars in Sierra Leone and Liberia are a distant memory as the region faces new challenges in the form of radical Islam, climate change, endemic poverty and potential famine.
If Compaoré manages to retain power after 2015, if he becomes a key player in cementing the peace in Cote d'Ivoire and engineering one in Mali and if he fosters further development in Burkina Faso then he may never need to invoke his amnesty clause in the constitution. He will certainly never achieve the stature of a Mandela, but he can make a positive mark on the history of West Africa in the 21st Century. If, however, the energy of the Arab spring heads south and leaders like Compaoré are forced to yield to the legitimate democratic aspirations of the people then, like Mubarak, Assad and his old friend Qhadafi he may find himself on the wrong end of a very demanding stick.
Why leaders feel they must retain power beyond what their constitution calls for is one of the perennial issues in politics. We can chalk it up to narcissism, to the need to maintain patronage networks, to a fear of prosecution, or simply to the will to power - perhaps the most potent stimulant of all.
Burkina Faso has much to be proud of as a society, but it also has a long way to go in providing a decent life for the majority of its citizens. President Compaoré still has time in his political life to lead by example and provide a blueprint for development for the region. Whether his past demons and his desire to dominate the limelight will let him is another matter.
Michael Keating (Lecturer in International Relations at the University of Massachusetts; Boston) and Coulibaly Nadoun, a Burkinabé journalist based in Ouagadougu.
quarta-feira, 27 de junho de 2012
A insuportável loucura do futebol
Que não se fale tanto de futebol nas nossas rádios e televisões é o que eu mais desejava.
Torna-se insuportável, de vómito, ligar o rádio e começar a ouvir falar de desporto profissional, de futebol, como se isso fosse assim tão importante para a vida das populações.
É de nojo, fazer zapping entre certos canais de TV e ouvir tantas vezes falar de futebol, como se os campeonatos representassem maias de metade das preocupações dos povos, que tantas vezes têm fome ou vivem angustiados com a escassez dos seus salários.
Basta, basta, basta, de tanto futebol! Por favor...
sexta-feira, 15 de junho de 2012
Problemas na Tunísia
Júlio de Magalhães, em Lisboa (www.expresso.pt) Quarta feira, 13 de junho de 2012 Graves incidentes na Tunísia determinaram o restabelecimento do recolher obrigatório em Tunis e mais sete zonas do país, na sequência de acções violentas perpetradas pelos salafistas e que provocaram numerosos feridos e danos materiais. A vaga de violência eclodiu ontem com o ataque dos extremistas a tribunais, esquadras da polícia e edifícios estatais, utilizando cocktails Molotov, pedras, armas de fogo e armas brancas. Em Tunis os confrontos verificaram-se principalmente nas cités de El Intilaka e Ettadhamen (na periferia da cidade), tendo depois alastrado aos bairros residenciais. Parece que esta nova onda de incidentes, os piores desde a revolução do ano passado que levou à queda do regime de Ben Ali, foi inicialmente desencadeada por causa de uma exposição numa galeria de arte de La Marsa (uma espécie de Cascais tunisina) que conteria obras que os fundamentalistas consideraram ofensivas do islão. O mufti da Tunísia, Othman Batikh, pediu à assembleia constituinte que aprovasse leis contra a blasfémia, afirmando que existem linhas vermelhas religiosas que não podem ser ultrapassadas. Estes confrontos colocam problemas ao Ennahda, o partido islâmico supostamente moderado que governa a Tunísia, já que o líder da Al-Qaeda, Ayman Al-Zawahiri, apelou aos tunisinos para defenderem os princípios islâmicos contra o Ennahda, que acusou de trair a religião. O alastrar, aliás não totalmente imprevisível, do fundamentalismo islâmico no norte de África tem causas próximas e remotas, entre estas todas as asneiras do Ocidente durante o período de colonização. E no passado recente o apoio da "comunidade internacional" aos regimes ditatoriais que, pelo menos, constituíam um dique às aventuras do radicalismo religioso. Outro disparate foi a precipitação do Ocidente em apoiar incondicionalmente todas as rebeliões que eclodiram após a insurreição tunisina, à excepção, óbvia, das monarquias do Golfo. Os líderes ocidentais, por ignorância nata e oportunismo duvidoso, atropelaram-se para ver quem chegava primeiro, alguns inspirados por falsos filósofos, como Bernard-Henri Levy. Sendo a Tunísia o país globalmente mais culto da África do Norte, com um razoável nível de instrução da sua população, nomeadamente a jovem, compreende-se que os tunisinos, em especial os laicos e/ou de esquerda, se sintam traídos pela evolução dos acontecimentos, quando muitos deles (ingenuidade da juventude) contribuíram decisivamente para o derrube do regime e a instauração do que julgavam poderia vir a ser uma democracia (mesmo com todos os defeitos inerentes às democracias). Estão agora confrontados com um dilema: ou aceitam uma ditadura religiosa ou provocam uma nova revolução.
quarta-feira, 6 de junho de 2012
A Líbia que o Ocidente facilitou
A bomb went off outside the US embassy offices in the eastern Libyan city of Benghazi Tuesday night, causing minor damage to its main gate.
A US embassy official in Tripoli told BBC that no one was injured in the attack, by unknown assailants.
The US official deplored the attack and asked the Libyan government to increase security around US facilities.
Libya has witnessed a spate of attacks on important local and foreign landmarks in the country this year.
Earlier this week, the runway at the international airport in the Libyan capital Tripoli was temporarily seized by an armed militia from the western town of Tarhouna, grounding all flights.
Last month, the office of the International Committee of the Red Cross (ICRC) in Benghazi was hit by a rocket-propelled grenade.
--- Isto está a acontecer porque há um ano o Ocidente embandeirou em arco com uma coisa a que chamou "Primavera Árabe"; e que na verdade foi como que a abertura de uma Caixa de Pandora.
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