quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Mais de cinco anos de má situação em Portugal

Em Janeiro de 2008 ainda o antigo Presidente Mário Soares afirmava que Portugal "está bem" (encontrava-se então no Governo o Partido Socialista...). Mas a verdade é que já tínhamos perto de 580.000 desempregados, pessoas a sofrer e prontas para tudo: suicídio, roubo, prostituição. Portugal só estava ou só está bem para antigos e actuais chefes de Estado, primeiros-ministros, deputados, banqueiros, empresários... Não está bem para os que se encontram desempregados ou apenas ganham 1.600 ou 1.700 euros ao fim do mês, quando o aluguer de uma casa chega aos 580, 620, 670 euros. Não está mesmo nada bem para a maioria da população, que vive num mundo completamente à parte dos que têm para cima de 13.000 euros no banco, casas em bom estado, grandes carros, rendimentos mensais acima dos 2.800 euros, etc. Há um Portugal fictício, para 10 ou 12 por cento da sua população, que ainda se dá ao luxo de fazer férias no Brasil, nos EUA ou no Extremo Oriente. E um Portugal bastante duro, para a imensa maioria de nós, que desde o início do século temos vindo a deparar com dificuldades crescentes. Jorge Heitor 6 de Fevereiro de 2013

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Bem mais de sete anos de pobreza em Portugal

Os portugueses gostariam de viver num país onde não houvesse fome e todos eles tivessem emprego, nomeadamente entre os 19 e os 65 anos. Os portugueses que trabalham gostariam muito de ter salários de 1.750, 1.900, 2.100 euros, pois que ninguém consegue sobreviver decentemente com uns meros 980 ou 1.200 euros, quando o aluguer de um apartamento é de 430/450 euros. Os portugueses que passam à reforma gostariam muito de ter pensões de 1.300/1.450 euros, a fim de ter o dinheiro necessário para a alimentação e os remédios. Estas devem ser as preocupações essenciais de qualquer Governo. Fazer com que não haja pessoas a acumular empregos ou salários, nem rendimentos mensais de 16.000 ou 17.000 euros, para que o trabalho e o dinheiro cheguem a todos. Criar novas empresas, novos postos de trabalho, nas regiões mais desfavorecidas deve ser uma prioridade de qualquer elenco governamental, para que não haja fome, nem miséria, nem sejam necessários os roubos. Talvez já exista hoje em dia mais justiça social do que há 33 anos, mas ainda é preciso fazer muito mais. Erradicação total do analfabetismo, ensino generalizado dos seis aos 18 anos, empregos apelativos para quem tenha 19, 20, 23 anos, de modo a evitar a tentação da droga e da banditagem. Vamos trabalhar todos nesse sentido. Vale? Jorge Heitor 11 de Novembro de 2005 Escrevi isto há mais de sete anos e continua a ser pertinente.

domingo, 13 de janeiro de 2013

O conservadorismo da política portuguesa

Desde as eleições para a Assembleia Constituinte, em 25 de Abril de 1975, até à mais recente Eurosondagem, para a SIC e o Expresso, a posição das quatro principais forças políticas portuguesas permanece inalterada. PS em primeiro, respectivamente com 37 e 34 por cento. PPD/PSD nos 26 por cento. PCP (agora CDU) com 12 e 10 por cento. CDS a subir de sete para nove. A isto é que se chama 37 anos e meio de constância; e muito me admira que o Partido Socialista ainda consiga obter 34 por cento das intenções de voto, depois de tanta coisa menos agradável que fez há seis, cinco, quatro, três, dois anos... As descidas, relativamente pequenas, que o PS e o PCP tiveram de 1975 para cá foram, de algum modo, compensadas com o surgimento do Bloco de Esquerda, agora com 8,8 por cento das intenções de voto, na quinta posição do espectro político português. No essencial, repito, uma grande constância. Surgiu e morreu o PRD, de Ramalho Eanes; e em quase 90 por cento o querer dos portugueses continua a ser hoje o que era um ano após o Movimento dos Capitães de Abril. De certo modo, um grande conservadorismo, com os mesmos jogadores a ocuparem os tabuleiros principais. JH

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Portugal: os que insistem em ignorar a crise

Portugal está há mais de dois anos numa situação dramática e tem de pedir ajuda financeira de urgência à União Europeia e ao FMI, mas sete ou oito por cento dos portugueses comportam-se como se nada fosse. Como é possível publicitarem-se voos directos para o Dubai, as ilhas gregas e outros destinos quando mais de 16 por cento da população portuguesa está desempregada? Como é possível publicitar a Andaluzia, as Baleares e as Canárias quando os jovens licenciados portugueses não conseguem encontrar emprego e vivem numa situação desesperada? Como é possível querer vender viagens de 1.200 euros ou 1.900 euros ao estrangeiro quando tantos idosos portugueses recebem pensões de 198 ou 210 euros mensais? Como oferecer "viagens exóticas" à Tailândia, *a Malásia e à Indonésia quando tantos e tantos portugueses, há mais de 15 anos a trabalhar, recebem salários mensais de uns escassos 950 ou 990 euros? Não é tudo isto uma grande falta de patriotismo, por parte de oito a 10 por cento da população; não é não querer alinhar com os apelos crescentes à contenção de despesas, ao apertar do cinto? Por que não promover antes a recuperação das aldeias abandonadas do interior e levar para lá os portugueses a passar férias, nas Beiras ou em Trás-os-Montes? Por que não recordar que há pequenas residenciais nos concelhos de Mortágua ou de Vale de Cambra ou de Arganil que oferecem dormidas a 19, a 25 euros ou a 27 euros, mais de acordo com a capacidade pecuniária de uma grande parte do país? Portugal está em profunda crise, há muito mais de dois anos, está endividado, com a corda na garganta, pelo que soa a crime de lesa Pátria surgirem por vezes agências a fazer publicidade a um "Perú fascinante"; a um "Perú mítico". A uma Austrália; a uma Nova Zelândia. Só quando todos se compenetrarem da extrema gravidade da situação que é a nossa desde 2010/2011 é que este país se poderá salvar. Se assim não for, oito, nove ou 10 por cento da população viverá num mundo de sonho e os restantes 90 por cento num mundo de pesadelo, deixando-se morrer à fome nas suas casas, à míngua de alimentos ou de dinheiro para pagar as dívidas. Ou talvez, até mesmo, suicidando-se. Jorge Heitor

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Proposta de lei nigeriana

Nigeria is days from passing the "Jail the Gays" bill - one of the harshest anti-gay laws the world has ever seen. The proposed law will mean 10 years in prison for two people daring to hold hands in public. * Live with someone of the same sex – 10 years in prison * Organise a gathering of gay people – 10 years in prison * Support the idea of a pride march – 10 years in prison After a year languishing in the House of Assembly, the "Jail the Gays" bill has been rushed through with zero notice. The only roadblock before it becomes law is one signature – President Goodluck Jonathan's. Last year, 65,000 of us stood against this bill and it was abandoned! Can you take one minute to help us do it again? It takes only one minute but it could change history: www.allout.org/nigeria-veto When the bill was first introduced, politicians said there were no gay people in their country. Our friends in Nigeria have said they are not taking this lying down - they've got a plan and they're asking for our help. Right now, they are organising an unprecedented response of African advocates – both straight and gay – to speak out against this bill. Today, we are showing that not only do Nigerian LGBT people exist, but the whole world has their back. Will you stand with Nigerians against this hateful law and help us to get to 100,000 signatures? www.allout.org/nigeria-veto The only way to stop this bill is to trumpet Nigerian voices for equality - supported by millions around the world. President Jonathan can veto the bill – and if he hears these Nigerian voices, he'll have to. We know we can drive the right message to every government and media organisation around the world to make sure President Goodluck Jonathan knows his people and their allies will not tolerate him signing this bill into law. Will you take one minute and add your name now? www.allout.org/nigeria-veto Thanks for going All Out. Best, Andre, Hayley, Jeremy, Sara and the rest of the All Out team. SOURCES Nigerian law-makers move ahead on anti-gay bill www.nation.co.ke/News/africa/Nigerian-lawmakers-move-ahead-on-anti-gay-bill [http://act.allout.org/o.gif?akid=949.76954.6r8ft7] All Out is bringing people together in every corner of the planet and of every identity - lesbian, gay, straight, bisexual, transgender and all that’s between and beyond - to build a world in which everyone can live freely and be embraced for who they are. Our mailing address is: Purpose Foundation 224 Centre St New York, NY 10013 Copyright © 2012 AllOut.org, All rights reserved.

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

O deplorável estado da nação portuguesa

De há uns 15 anos para cá, isto tem sido um pântano; vivemos na aflição. Há milhares de pessoas a ir às corridas de toiros e a fazer férias nas Américas ou na Ásia. Mas há milhões que não vão ao teatro, nem à ópera, nem ao bailado ou às livrarias. Há milhões de portugueses que não fazem férias no estrangeiro nem vão aos festivais de rock. Não nos podemos iludir com a desenvoltura de uns quantos, sete ou oito por cento da população. O que importa é que a maioria não chega a ganhar 2.000 euros e tem cada vez mais dificuldades para manter a casa e o carro. O que importa é a imensa maioria que não tem de forma alguma quatro ou cinco mil euros de reserva no banco. Enquanto houver tanta desigualdade, não podemos deixar de protestar, nem estar de acordo com nenhum partido que já tenha governado nestes últimos 15 anos e que deseje agora obter 35 ou 37 dos nossos votos. Como se os merecesse. Não nos podemos calar, pois que já sofremos demais. Jorge Heitor

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Seis anos de tempo perdido, em Portugal

O senhor primeiro-ministro de Portugal, engenheiro José Sócrates, apresentou-se em Janeiro de 2006 no Palácio de Belém apoiado em muletas...porque sofrera um entorse ao esquiar na Suíça, enquanto uma grande parte do seu povo vivia na miséria. O senhor primeiro-ministro não poderia ter passado uns dias de descanso no Algarve, na Serra da Estrela ou nos Açores, tinha logo que ir para as montanhas da Suíça, como qualquer bom burguês?. Não foi uma boa actuação para um chefe de Governo que não conseguiu evitar que o seu país ficasse com mais de meio milhão de desempregados e milhões de cidadãos com salários abaixo dos 1.900 euros. Deveriam merecer uma sanção moral os governantes que assim se comportam, indo mais do que uma vez por ano de férias ao estrangeiro quando o país atravessa uma tão grave crise. ------ +++++ Era assim que há seis anos e 10 meses eu andava a denunciar a crise, de que alguns dos meus compatriotas parece que só se conscencializaram um pouco mais tarde. De facto, a crise não é de há dois ou três anos. Já em 2005 a sentíamos; já sabíamos muitos de nós que a vida estava a ser mais difícil do que em 1998 ou 1999. Foi pena que o Presidente da República ou outras instâncias não tivessem tomado medidas drásticas, há meia dúzia de anos, para evitar que descêssemos tão baixo. Há muito mais de ano e meio que deveríamos ter em funções um autêntico Governo de Salvação Nacional. JH