terça-feira, 17 de março de 2015
Da Lili da Parede às bolanhas da Guiné-Bissau
"Recordo-me da menina mais espampanante, na altura areia de mais para qualquer camioneta, a Lili da Parede, uma louraça bem bronzeada, que andava um ou dois anos mais adiantada (creio que frequentava 0 6º, quando nós andávamos no 4º ou 5º)e que hoje dá pelo nome de Lili Caneças".
Quem assim escreve é o embaixador Francisco Manuel Guimarães Henriques da Silva, no livro "Guerra na Bolanha", hoje lançado pela editora Âncora, no seu programa sobre o fim do império colonial português.
O diplomata nasceu em 17 de Dezembro de 1944, em Lisboa. E Maria Alice Custódio de Carvalho Monteiro, a Lili da Parede, em 4 de Abril desse mesmo ano, na Guarda.
"Recordo-me das lições do falecido professor Marcello Caetano. O mestre subia à tribuna, ladeado por dois assistentes, Diogo Freitas do Amaral e Miguel Galvão Teles. Os 300 e tal alunos levantavam-se".
Estas são mais algumas linhas das memórias do embaixador Francisco Henriques da Silva, que nos fala dos anos da sua formação, da ida para a Guiné como alferes miliciano e do ingresso na carreira diplomática, que o levaria aos Estados Unidos, à França, ao Canadá, a Bissau, à Costa do Marfim, à Índia, ao México e à Hungria.
Manuel Barão da Cunha, coordenador do Programa Fim do Império, escreveu uma nota prévia ao livro de 302 páginas hoje lançado e Mário Beja Santos redigiu o prefácio, no qual chama a atenção para as dificuldades que se poderiam sentir no regresso a casa, depois de dois anos de comissão de serviço no Ultramar.
Numa linguagem excepcionalmente fluente, ao alcance de qualquer um, Francisco Henriques da Silva conta-nos o seu nascimento na Avenida Rovisco Paes, junto ao Instituto Superior Técnico, a breve passagem pelo Bairro Azul, a ida para o Restelo, as sessões de cinema no São Jorge e outras salas, o nível da Companhia Rey Colaço-Robles Monteiro, do Teatro Experimental de Cascais e do Teatro Estúdio de Lisboa, de Luzia Maria Martins e Helena Félix; e fala-nos de tantas, tantas outras coisas, particularmente queridas a quem hoje anda na casa dos 67/70 anos.
Vitorino Nemésio, António Lopes Ribeiro, João Villaret e Pedro Homem de Mello não poderiam deixar de ser evocados, quando se está a contar o como era Portugal na década de 1960, quando ele passou por Mafra, Castelo Branco, Tancos e Amadora, antes de ter viajado para Bissau no navio "Uíge".
No Depósito de Adidos, em Brá, Francisco Henriques da Silva teve a oportunidade de ouvir logo a seguir à chegada o então governador e comandante-chefe das tropas destacadas na Guiné, António de Spínola, "de monóculo, pingalim e luvas, acompanhado pelo seu habitual séquito".
Naquela altura, conta o autor do livro, que tem 302 páginas, António Sebastião Ribeiro de Spínola "encarnava, ou julgava encarnar, tudo: os Lusíadas, a bandeira verde-rubra, Afonso e Mouzinho de Albuquerque combinados, Aljubarrota e os conjurados de 1640...".
Era, realmente, um grande sonhador, esse oficial general que durante meia dúzia de anos tudo fez para chegar à chefia do Estado, lugar no qual só se aguentaria por alguns meses. Pobre Napoleão tresloucado, que em 11 de Março de 1975 ainda tentou reconquistar Belém.
De todas estas coisas e de muitas, muitas mais, nos fala o embaixador Francisco Henriques da Silva, que inclusive relata conversas com o sogro, António Rosa Casaco, inspector da PIDE/DGS, que foi correio diplomático entre Salazar e Franco, durante a Guerra Civil de Espanha e a Segunda Guerra Mundial.
"Não me posso, nem me devo queixar da vida, à parte os pequenos percalços do quotidiano, que, obviamente, também os houve", conclui o autor de "Guerra na Bolanha", pessoa que em Setembro de 2012 já nos dera as "Crónicas dos (Desfeitos) da Guiné", nas Edições Almedina.
JH 17 de Março de 2015
terça-feira, 3 de março de 2015
Boko Haram é dominado pela etnia Kanuri
A rebelião do Boko Haram, na Nigéria, e a sua repressão já deixaram mais de 13 mil mortos e um milhão e meio de desalojados desde 2009. Neste contexto, as eleições presidenciais e legislativas, que eram para ter sido em Fevereiro, foram adiadas por seis semanas, para o fim de Março. E o problema, bastante complexo, poderá não se ficar por aqui.
Jorge Heitor
O líder do Boko Haram, Abubakar Shekau, ameaçou impedir a concretização das eleições gerais previstas para dia 28 de Março na Nigéria. E fê-lo no primeiro vídeo divulgado por aquele grupo fundamentalista na rede Twitter, numa altura em que se está a verificar uma nítida mudança de táctica da organização no que diz respeito às suas comunicações com o resto do mundo, uma vez que elas se estão a tornar muito mais sofisticadas.
Tivesse ou não havido essa ameaça explícita, os peritos em assuntos da região já calculavam que poderia muito bem ser impossível votar numa parte do Nordeste da Nigéria, onde se centra a actividade do grupo de Shekau, entretanto também alargada aos Camarões, ao Chade e ao Níger.
As eleições já tinham sido adiadas seis semanas, de 14 de Fevereiro para 28 de Março, tanto devido aos ataques do Boko Haram como a dificuldades logísticas; e ficou no ar a hipótese de nem tudo ficar devidamente esclarecido antes de Abril.
Se em algumas zonas do país não tiver sido possível votar no fim de Março, terá de se ir para uma segunda volta, algumas semanas depois, continuando assim em suspenso a grande e volúvel federação que é a Nigéria.
Insegurança generalizada
A violência destes últimos meses tem sido sobretudo no Nordeste do país, mas também no Sul, anteriormente relativamente poupado pela instabilidade, que está a ganhar uma dimensão regional, tocando de igual modo os Camarões, o Chade e o Níger.
Desde as alturas do Maciço de Air, no Sara, até às fronteiras do Sudão e do Sudão do Sul, nada é agora seguro, numa África que teima em viver permanentemente agitada, muito longe dos dias relativamente calmos que vamos tendo em Portugal, na Espanha ou na França.
Na estrada de Maiduguri, no Nordeste da Nigéria, violentos combates têm colocado frente a frente o Exército do Chade e combatentes do Boko Haram, que poderão totalizar 6.000, segundo cálculo dos serviços secretos norte-americanos.
Os Camarões, o Níger e o Chade colocaram as suas tropas ao serviço da Nigéria, procurando mobilizar um corpo de 8.700 homens contra o grupo terrorista Boko Haram, cujo comportamento tanto se assemelha o do Estado Islâmico do Iraque e do Levante. São como que as duas faces de uma mesma moeda: o fundamentalismo islâmico, que tanto se pode revelar no Mali como nas margens do Lago Chade e nas bacias do Tigre e do Eufrates.
Um perigo subestimado
O Presidente nigeriano, Goodluck Jonathan, reconheceu em Fevereiro ter subestimado a capacidade do Boko Haram, apesar de o escritor Wole Soyinka já ter considerado há muito que o que se passa com o Boko Haram é muito mais grave do que aquilo que aconteceu durante a guerra do Biafra, travada no Sueste da Nigéria entre 1967 e 1970.
Nos últimos seis anos, as forças armadas nigerianas têm sido incapazes de travar a expansão do fundamentalismo islâmico, pelo que foi agora necessário o Exército do Chade assumir o comando da luta regional contra tal perigo, que aliás já se fazia sentir a algumas dezenas de quilómetros da capital chadiana, N'Djamena.
Por ter andado muito distraído, Goodluck Jonathan poderá agora não ter qualquer hipótese de ser reeleito, face ao desafio constituído pelo candidato Muhammadu Buhari, antigo chefe de Estado, num dos períodos em que os militares estiveram no poder.
Teme-se bastante uma espécie de repetição da crise de 1993, quando foi detido o candidato Moshood Abiola e subiu ao poder o general Sani Abacha, pelo que todo o mês de Abril vai ser de uma tensão constante, prejudicando bastante as aspirações da Nigéria a ter um lugar permanente no Conselho de Segurança das Nações Unidas.
A maior economia africana
Há quem lhe queira chamar a maior economia africana, mas a verdade é que o Produto Nacional Bruto da Nigéria não ultrapassa os 3.280 dólares per capita, bem inferior ao da África do Sul. E a construção e os serviços, mais do que o petróleo, é que poderão ajudar agora os 184 milhões de nigerianos, divididos de um modo geral entre uma parte setentrional muçulmana e uma metade meridional cristã.
A necessidade de levar até ao fim as eleições, num clima razoável, e o imperativo de controlar de forma eficaz o Boko Haram andam de mãos dadas, para que daqui a alguns meses já se possa circular com alguma segurança por terras como Sokoto, Kano, Zaira, Maidougari, Jos e Bauchi.
A estabilização da Nigéria, bem como a do Mali, do Níger e do Chade, é essencial para que milhares e milhares de homens desesperados não se metam a atravessar o Sara, rumo ao Mediterrâneo, tantas vezes para ir morrer à vista de Lampedusa, de Malta ou da Sicília.
A corrupção e as deserções têm de acabar, se a federação nigeriana realmente pretender acabar com o Boko Haram e passar a uma nova fase da sua existência, sempre tão periclitante desde a obtenção da independência, em 1960.
Uma desgraça de militares
Longe de contribuírem para a resolução dos problemas federais, as Forças Armadas da Nigéria têm contribuído muitas vezes para o sofrimento geral, impedindo o conjunto de se afirmar claramente como um dos grandes países do mundo; e uma autêntica potência regional, capaz de dar cartas na Serra Leoa, na Libéria, na Costa do Marfim, no Gana, no Burkina Faso, no Togo e no Benin.
Apesar de serem constituídas por 80.000 homens, com dezenas de aviões de combate e oficiais altamente qualificados, as tropas nigerianas têm-se coberto de vergonha ao serem incapazes de neutralizar o Boko Haram, que as deixou pelas ruas da amargura.
Um total de 11.000 vítimas em seis anos, 4.000 das quais só em 2014, são o resultado da incapacidade do Presidente da República, do Governo e dos militares para travar o passo aos fundamentalistas islâmicos, que parecem imparáveis.
Antes, as Forças Armadas ainda eram coordenadas, rigorosas profissionais, mas agora, como explica o investigador Samuel Nguembock, já não se apresentam como um corpo unificado. O Presidente da República não controla o Estado-Maior General e este não controla as unidades que estão no terreno, diz outro especialista, Marc-Antoine Pérouse de Montclos. Toda a cadeia de comando se tem estado a desmoronar.
O factor Kanuri
Um dos aspectos de que pouco se tem falado, ao abordar o movimento jihadista e salafita que atormenta o Nordeste da Nigéria, é o de ele ser essencialmente constituído por elementos de etnia Kanuri e grupos a ela associados. O Boko Haram é dominado por um grupo étnico que representa apenas cerca de oito por cento de toda a população muçulmana nigeriana.
Não é propriamente uma rebelião tribal, no sentido clássico da expressão, mas teve as suas raízes, no início deste século, sob a direcção de Mohammed Yusuf, na cidade de Maiduguri, de maioria Kanuri, capital do estado de Borno, e contou até com o apoio do então governador estadual, Ali Modu Sheriff, que se manteve no cargo até 2011.
Actualmente, para além de se tratar de um movimento que defende uma alegada pureza de certos princípios islâmicos, o Boko Haram também tende a reconstituir as estruturas políticas que existiam na região antes da colonização britânica, no tempo dos impérios de Bornu (1380-1893) e de Karem (ainda mais antigo).
Por isso mesmo é que as actividades deste movimento jihadista não se restringem ao Nordeste da Nigéria, antes penetrando em territórios do Níger, do Chade e dos Camarões que outrora, durante muito mais de 500 anos, fizeram parte do conjunto político Bornu-Karem.
Certos militares nigerianos, imbuídos de sonhos do passado, de memórias míticas de uma grandeza antiga, chegam a informar o Boko Haram dos movimentos determinados pela oficialidade. E até lhe vendem armas, mormente nos casos em que são privados de pré, ou salário, por comandantes pouco escrupulosos, que na guerra só vêm uma forma de enriquecimento.
É toda esta complexidade de problemas, com o peso esmagador da História a influir na actualidade, que temos de ter em conta quando nos debruçamos sobre o que é que está a acontecer na Nigéria, um país relativamente recente, sobre o qual ainda pairam muitas sombras do passado.
Só se o fizermos, no âmbito de uma reflexão geopolítica, é que poderemos começar a pensar no que irá acontecer depois da ida às urnas: será o Boko Haram devidamente controlado ou a falta de segurança ainda se agravará, com fortes implicações para todo o enorme país e para a região na qual ele se insere?
(este artigo vai sair em Abril na revista missionária comboniana Além-Mar, por encomenda da qual foi escrito)
segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015
Nós não somos Hollywood
"Aquilo não tem nada a ver connosco!", reconhecia ontem, fascinado, o Professor Marcelo Rebelo de Sousa, ao falar na TVI sobre a entrega dos Óscares do cinema norte-americano e ao manifestar o desejo de um dia assistir em directo a essa cerimónia.
Claro que não tem nada a ver connosco. E se não tem nada a ver não se justifica ir lá nem assistir pela televisão.
É um mundo de fantasia, fechado em si mesmo, nos valores da América do Norte.
Aquelas pessoas que ali se juntam, desfilando pela tão falada passadeira vermelha, estão-se nas tintas para as dificuldades da Grécia, para a guerra na Ucrânia, para a dilacerada Líbia, para a guerra civil na Síria, para o Estado Islâmico do Iraque e do Levante, para o Boko Haram, para as desastrosas chuvas de monção em terras asiáticas.
Se eles só vivem para os seus vestidos, as suas luvas, as suas jóias, os seus smokings, nós não temos nada a ver com eles.
Nós temos é que nos preocupar com uma Europa mais bem governada, mais equitativa, com a pacificação da Ucrânia, da Líbia e da Síria, não é com as festas que se fazem em Los Angeles, na Califórnia, do outro lado do Atlântico e da própria América do Norte.
Basta de colonização mental, como aquela que sofremos há 60 ou 70 anos, subordinados aos valores de uma nação que se constituiu chacinando as nações ameríndias.
"Aquilo não tem nada a ver connosco", os que aqui, na Europa, procuramos levar uma vida digna, com reformas justas, com menos desemprego.
Portanto, não temos de passar horas e horas, na rádio e na televisão, a falar dos malditos Óscares, que são deles, os norte-americanos, os opressores dos apaches, sioux e outros ameríndios.
Basta de viver subordinado aos valores dos Estados Unidos da América. JH 23 de Fevereiro de 2015
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015
Festival da Canção 2015
A RTP acaba de anunciar, em conferência de imprensa, os nomes dos compositores, autores e artistas participantes no Festival da Canção 2015, bem como os títulos das canções.
Título: À espera das canções
Intérprete: Simone de Oliveira
Música: Renato Júnior
Letra: Tiago Torres da Silva
Título: A noite inteira
Intérprete: Filipa Baptista
Música: Augusto Madureira
Letra: Augusto Madureira
Título: Outra Vez Primavera
Intérprete: Yola Dinis
Música: Nuno Feist
Letra: Nuno Marques da Silva
Título: Dança Joana
Intérprete: Filipe Gonçalves
Música: Héber Marques
Letra: Héber Marques
Título: Um Fado em Viena
Intérprete: Teresa Radamanto
Música: Fernando Abrantes
Letra: Jorge Mangorrinha
Título: Quando a lua voltar a passar
Intérprete: Rubi Machado
Música: Sebastião Antunes
Letra: Sebastião Antunes
Título: Há um mar que nos separa
Intérprete: Leonor Andrade
Música: Miguel Gameiro
Letra: Miguel Gameiro
Título: Maldito Tempo
Intérprete: Diana Piedade
Música: Carlos Massa
Letra: Carlos Massa
Título: Mal menor (Ninguém me guia à razão)
Intérprete: José Freitas
Música: Chukry (Diogo Rodrigues)
Letra: Chukry (Diogo Rodrigues)
Título: Paz
Intérprete: Adelaide Ferreira
Música: Adelaide Ferreira
Letra: Adelaide Ferreira
Título: Tu tens uma mágica
Intérprete: Gonçalo Tavares
Música: Gonçalo Tavares
Letra: Gonçalo Tavares & José Cid
Título:Lisboa, Lisboa
Intérprete: Rita Seidi
Música: Sara Tavares
Letra: Sara Tavares & Kalaf
sexta-feira, 16 de janeiro de 2015
Novo romance de Harper Lee
So now what, HarperCollins? You surely believed that Harper Lee fans would be overjoyed when you announced this week you would publish the reclusive writer’s long-forgotten first novel, Go Set a Watchman, in July 2015. And some were, surely! But others were worried: Worried about whether Lee really wanted to release this book. Worried about a lawyer who, some neighbors think, is not treating Lee’s work the way she ought to. Worried about an interview with Lee’s editor Hugh Van Dusen, who appeared not to know where the book had come from or whether it had been, or would be, edited.
By Katy Waldman, Slate’s words correspondent.
In response to these concerns, HarperCollins, you issued a second press release: “I’m alive and kicking and happy as hell with the reactions of [sic] Watchman,” Lee (no quadro)is said to have said. This second press release feels no more reassuring than the first—neither in the fact that, like the first, it conveyed Lee’s words via her lawyer, Tonja Carter, nor that those words were grammatically incorrect. At this point, the circumstances around the release of this novel are so sketchy, the rollout so tinny with false coincidence, that what HarperCollins needs to do is clear: Withdraw Watchman. Don’t publish the book at all.
“Increasingly blind and deaf,” according to many, Lee suffered a stroke in 2007 that forced her to move to an assisted living facility. Several months later, she sued her agent for stealing royalties from To Kill a Mockingbird, and, in 2011, declared that the biographer Marja Mills had penned an “unauthorized” book about her. (Mills insists she had Lee’s blessing and cooperation.) Lee’s protective older sister Alice died last year at the age of 103. And now, 60 years after stashing it in a box and stowing it away, the notoriously shy author decides to send an apparently unedited novel into the world?
On Wednesday, Connor Sheets reported in AL.com that multiple Monroeville acquaintances of Lee’s “believe her wishes for her career are not being respected.” Continues Sheets: “Tonja Carter has long represented Lee and has power of attorney over her affairs. But area residents who know the writer say that Carter has in recent years taken steps to keep her from seeing her friends and family, and become increasingly litigious on her behalf in a way that they do not believe Lee would have supported when she was younger and more alert.” One woman Sheets spoke to, Janet Sawyer, described Carter as “greedy,” a predatory presence who “isolated [Lee] from the world in order to manipulate her.”
When I emailed a HarperCollins publicist to ask if anyone at the publishing house had ever spoken to Lee directly about the new book, in person or over the telephone, she said no. When I asked her if HarperCollins had any concerns that the release of the book did not reflect Lee’s wishes, especially in light of the accusations against Carter, she said no. When I asked her how she was so certain, she did not reply.
Lee’s entire life testifies to how much she does not want this attention, and especially not from this novel: She’s stuck to the shadows. She sat on the manuscript for 60 years. And at this point, the only way HarperCollins can convince us otherwise is to commit a grave offense against Lee’s reticent soul, by dragging her into the spotlight so that she can express her views directly. That is not something an aging and crowd-shy hero of American letters should have to endure.
Put another way: Lee’s handlers have placed her fans in a morally compromised position no matter what. If the novel comes out with no clear and compelling indication that Lee wanted it published, buying it is wrong. That’s because decades of evidence suggest that Lee, in sound mind, would prefer to keep the manuscript in a box. (And if that surmise is incorrect, our reasonable doubts—created, primarily, by the curious way the publisher has conducted this announcement—will mean Watchman doesn’t get the pure reception it deserves.) Yet if the novel comes out with direct and public reassurance from Lee that she wants to share it with the world, what a shame. How costly such a gesture would be to this intensely private woman in the twilight of her life.
The only way Lee’s publisher can convince us that Lee wants Watchman unveiled, that is, is to force her to violate her own long-held principles and mutilate her carefully tended seclusion. With another author, one whose whole life wasn’t an argument against publicity, self-promotion, the careless release of half-baked writing, we might be willing to take a publisher’s word for it. But not this author, and not this story. So, HarperCollins, return the book to the storage room, shut the door, and revisit the question after Lee’s death, at which point the ripples from your clumsy disclosure will have lost some of their power to harm.
Londres e Washington contra extremismo
Britain and the US are to share expertise on preventing radicalism and tackling domestic "violent extremism".
Prime Minister David Cameron announced the move following talks with President Barack Obama at the White House, warning that they both faced a "poisonous and fanatical ideology".
The taskforce will report back to the two leaders within six months.
Mr Cameron also said Britain would deploy more unarmed drones to help ground forces tackle Islamic State.
The prime minister is on a two-day visit to Washington for talks with President Obama, likely to be his final Washington visit before the UK general election in May.
At a press conference in the White House, Mr Obama hailed Mr Cameron as a "great friend" while the British prime minister said the US was a "kindred spirit".
The talks between the two leaders come a week after the deadly terrorist attacks in Paris which killed 17 people.
Concerns over additional attacks by Islamic extremists intensified on Thursday, after two people were killed during a targeted anti-terror raid by police in Belgium, to pre-empt what officials there called a major impending attack.
'Fanatical ideology'
UK police have said there is "heightened concern" about the risk to the UK's Jewish communities in the wake of last week's attacks and are considering stepping up patrols in certain areas.
At a press conference in the White House, Mr Cameron said: "We face a poisonous and fanatical ideology that wants to pervert one of the world's major religions, Islam, and create conflict, terror and death.
"With our allies we will confront it wherever it appears."
President Obama said the US, UK and its allies were "working seamlessly to prevent attacks and defeat these terrorist networks".
The UK prime minister also announced that the UK will send an additional 1,000 troops to take part in NATO military exercises in the Baltic states and eastern Europe amid heightened tensions in the region following Russia's conflict with Ukraine.
Mr Cameron and President Obama were also due to discuss the economy, amid uncertainty in the eurozone and controversy over a planned EU-US trade deal.
Mr Cameron was also expected to raise the case of Shaker Aamer, the final British resident in Guantanamo Bay.
Ahead of the talks, which lasted just over an hour, it was announced that the UK and US are to carry out "war game" cyber attacks on each other as part of a new joint defence against online criminals.
BBC
quinta-feira, 15 de janeiro de 2015
A Fundação Champalimaud
FUNDAÇÃO CHAMPALLIMAUD - acordos
Localização: Avenida Brasília 1400-038 Lisboa
ATENDIMENTO: Telefone 210480048- TLM 965922748, E-MAIL: centro.atendimento@fundacaochampalimaud.pt
A fundação Champallimaud já tem protocolos com a ADSE, IASFA, MULTICARE, MÉDIS, Advancecare,Saúde Prime, Allianz, CGD,SAMS (quadros), PSP- SAD.
DIVULGAR
CURA DO CANCRO EM PORTUGAL
Sinto que esta é uma daquelas informações que não se pode deitar ao lixo sem passar a TODOS amigos e conhecidos. É possível evitar muito sofrimento
Curar o cancro com 1 só sessão, em Portugal. Fundação Champalimaud. Tratamento disponível desde 2012 Março.
Convém estarmos todos informados.
Vejam e divulguem
Curar o cancro com uma só sessão, em Portugal. Fundação Champalimaud.
Tratamento disponível 2012 Março.
Radioterapia que elimina tumor numa só sessão chega a Portugal.
Pode eliminar o cancro numa única sessão, mesmo com o tumor já espalhado. É indolor e tem menos custos que a radioterapia convencional.
O equipamento chegou à Fundação Champalimaud em 2011 Dezembro equipado com ferramentas que o tornam único no mundo.
Uma radioterapia que pode eliminar o cancro numa única sessão, mesmo com o tumor já espalhado,disse o oncologista Carlo Greco.
A taxa de sucesso nos tratamentos tem melhorado de ano para ano.
Disponível para tratamento no final do primeiro trimestre de 2012, permite tratar muitos dos casos de cancro com metástases, sobretudo os menos disseminados.
Sistema absolutamente único em Portugal e, na Europa, há poucos.
Trata-se de uma radioterapia por imagem guiada, em que se faz TAC e tratamento em simultâneo. Exige elevado nível de precisão com dose única aplicada no local adequado.
Testámos o equipamento e a técnica na Universidade de Pisa, em Itália.
Funciona em qualquer tipo de cancro, mesmo num dos mais resistentes à quimio ou radioterapia, como o do rim, com uma taxa de sucesso de 80% mesmo nos casos de cancro dos rins.
"É indolor, elimina a toxicidade e consegue-se fazer o tratamento em menos de um quarto do tempo do que as sessões convencionais de
radioterapia, i.e., trata quatro vezes mais doentes que a radioterapia tradicional.
Em 10 minutos consegue-se o mesmo do que com a cirurgia, permitindo ao doente ir para casa de seguida e sem risco de morte.
Oferecemos aos doentes metastáticos, mais do que esperança, uma realidade - sem dor e sem invasão".
Tratamento mais barato do que a radioterapia convencional
Vamos abrir as portas a todos, recebendo doentes de hospitais portugueses e também de qualquer país da Europa ou do mundo.
Por agora, a Fundação só recebe doentes particulares, tendo já acordos com dez instituições com seguros de saúde.
O custo para o sistema de saúde é muito mais baixo.
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